Covid-19: pacientes são amarrados por falta de sedativo no AM e, no RS, sistema está perto do colapso; nesta quinta-feira, Sintrajufe/RS promove live sobre vacinação


23.Fevereiro.2021 - 18h22min

O Amazonas protagonizou cenas estarrecedoras durante a pandemia de Covid-19. Correram o mundo as imagens de centenas de covas abertas à espera de vítimas fatais, assim como o desespero de doentes e familiares ante a falta de oxigênio. E, no último final de semana, houve denúncia de que pacientes foram amarrados aos leitos por falta de sedativo usado na intubação, no Hospital Municipal Jofre Cohen, em Parintins, no interior do estado. O caso está sendo investigado pela Defensoria Pública.

Até segunda-feira, 22, Parintins registrava mais de 8,2 mil casos de Covid-19 e 260 mortes. Em todo o Amazonas, mais de 10,5 mil pessoas já morreram e mais de 307 mil foram infectadas.

Antes da pandemia, os hospitais do Amazonas consumiam 800 ampolas por mês de um dos medicamentos usados para sedação. Com a nova explosão de casos de Covid-19, o número subiu para 28 mil ampolas em dezembro e 50 mil em janeiro, quando o estado viveu o momento mais crítico. Hoje, o Amazonas consome mais da metade (54%) do total comercializado no Brasil. Há receio pela falta do produto no mercado por causa do segundo pico da pandemia.

Em Porto Alegre, superlotação e falta de material nos postos de saúde

Diante da falta de uma efetiva política nacional de enfrentamento da pandemia por parte do governo federal – pelo contrário, as manifestações do presidente Bolsonaro (sem partido) e de parlamentares de sua base são para ridicularizar e minimizar a crise sanitária –, a situação dramática do Amazonas pode vir a ser repetir em outros lugares no país.

Em Porto Alegre, a lotação de UTIs chega a quase 100%. Com essa lotação duplicada em relação a períodos anteriores à pandemia, trabalhadores e trabalhadoras da saúde pedem socorro: aumenta a precarização, faltam materiais básicos de higiene. Nessa segunda-feira, 22, realizaram um protesto no Pronto Atendimento da Vila Cruzeiro, em que denunciaram essa situação e o surto de contaminação pelo novo coronavírus na categoria. O Sintrajufe/RS esteve presente à atividade.

Somente nessa unidade de saúde, havia, naquele momento, em torno de cem pessoas aguardando atendimento e apenas dois técnicos de enfermagem e dois médicos. Na sala onde ficam os casos graves aguardando leitos em hospitais, eram 13 pacientes internados, um deles entubado. “De 1º de janeiro até o dia 19 de fevereiro, 22 servidores foram testados, sendo que nove positivaram para Covid-19, dois ainda não tinham recebido o resultado do teste e um se encontra internado em UTI”, ressaltou o técnico de laboratório Alberto Terres.

Assim como a situação do Amazonas não é um caso isolado no país, embora, até o momento, tenha atingido proporções mais dramáticas, a situação de Porto Alegre não é exceção no Rio Grande do Sul. O sistema de bandeiramento adotado pelo governador Eduardo Leite (PSDB), bastante suscetível a pressões empresariais e de prefeitos, mostra seus limites: o estado está à beira do colapso, com quase 90% dos leitos de UTIs ocupados e mais de 11 mil mortes. Em vez de investir na saúde e no sistema de saúde e em políticas visando ao fortalecimento da economia, Leite aproveita a crise para, assim como Bolsonaro, atacar servidores e servidoras e promover o desmonte do estado.

Diante desse quadro o Sintrajufe/RS reivindicou junto às administrações, nessa segunda-feira, 22, o fechamento dos prédios, com manutenção do trabalho remoto, sem a realização de atividades presenciais, em todas as localidades classificadas como de risco alto ou altíssimo no Rio Grande do Sul (bandeiras vermelhas e pretas). Considerando o quadro de disseminação do vírus no estado e a taxa de ocupação dos hospitais, que está no limite, o sindicato entende que é necessário que os órgãos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul “adotem medidas urgentes para garantir a preservação da saúde e da vida de servidores, magistrados, terceirizados e demais usuários”.

Sintrajufe/RS promove live dia 25 para debater vacinação

No dia 25, às 18h30min, o Sintrajufe/RS promove a live “Minha vacina chega quando?”, para debater a necessidade de vacina urgente, gratuita e pelo SUS para todos e todas. A transmissão, que conta com diversas entidades parceiras, será pelo canal do sindicato no Youtube e pela página no Facebook.

A atividade terá a presença do médico e ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto como painelista e da médica infectologista, diretora do Sindicato dos Médicos de SP e da CUT/SP, Juliana Salles e do médico especialista em saúde pública e integrante da assessoria de saúde do Sintrajufe/RS, Geraldo de Azevedo e Souza Filho, como debatedores.

Veja AQUI todas as informações sobre a atividade. 

  Sintrajufe/RS, com informações de G1 e CUT/RS

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