Preços dos combustíveis disparam sob Bolsonaro; Sintrajufe/RS participa de ato em defesa da Petrobras estatal e da Refap


18.Fevereiro.2021 - 19h29min

Na manhã desta quinta-feira, 18, o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro/RS) realizou ato público em defesa da Petrobras estatal e da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). O Sintrajufe/RS participou da atividade, que também reuniu outras pautas de enfrentamento às políticas do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Os petroleiros estão mobilizados em diversas partes do país, e, na Bahia, estão, inclusive, em greve.

A agenda do governo prevê a privatização de oito das 13 refinarias da Petrobras, inclusive a Refap, no RS. Os efeitos serão devastadores: perdas de empregos, investimentos e de muitas empresas que fazem parte da mesma cadeia e que irão à falência se o projeto de privatização se confirmar; risco de desabastecimento do país; mais aumentos no preço dos combustíveis; além da queda de arrecadação de estados e municípios (no RS, 15% do ICMS e 8% da receita total são ligados à Petrobras).

O diretor do Sindipetro Dari Beck aponta que “há um estudo da PUC-RJ que afirma que a venda da Refap com seus terminais criará um monopólio privado no RS. Considerando que o diesel impacta em 11% do PIB gaúcho, imagine o que acontecerá. Além disso, haverá impacto na arrecadação de royalties para os municípios do litoral. Esse dinheiro depende do uso pela Refap de petróleo nacional. Hoje, ela faz isso porque a Petrobrás produz. O novo dono pode optar por trazer petróleo de outro país, zerando essa arrecadação. Canoas terá uma queda expressiva do seu ICMS. Na melhor hipótese, R$ 250 milhões a menos por ano. Fora o impacto em empregos locais”.

A luta em defesa da Petrobras estatal está inserida no combate às amplas políticas de privatização conduzidas pelo governo Bolsonaro. Faz parte do mesmo projeto de país, ainda, a destruição do Estado, que tem, neste momento, na reforma administrativa, um de seus principais eixos. O diretor do Sintrajufe/RS Zé Oliveira esteve no ato e denunciou essa agenda: “essa não é uma luta isolada, a luta em defesa da Petrobras e da manutenção da Refap se insere em uma luta geral contra o governo genocida de Bolsonaro, que entrega a soberania nacional, que desmonta os serviços públicos, ataca direitos. No momento grave pelo qual o país passa, essa unidade é fundamental”.

O diretor Marcelo Carlini, que também participou da mobilização desta quinta-feira, avalia que a luta contra a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil se confunde com a luta contra a reforma administrativa: “Defender os serviços públicos e o patrimônio do povo brasileiro é uma luta de todos”, completa.

Novo aumento nos preços dos combustíveis

Nesta quinta-feira, o governo Bolsonaro também anunciou novo aumento nos preços dos combustíveis. Já é o quarto aumento no ano para a gasolina, o terceiro para o diesel. Nas refinarias, o valor da gasolina já acumula alta de 34,78% em 2021, enquanto o preço do diesel já subiu 27,72%. No ato dessa manhã, os petroleiros denunciaram que o aumento é causado pela pressão dos acionistas privados da Petrobras. Conforme Dari Beck, “o aumento de preços ocorre porque o governo federal, desde Michel Temer, resolveu atrelar o preço interno ao preço de paridade de importação (PPI). Quem quiser trazer diesel e gasolina dos EUA, terá lucro por causa dessa política. O que não tem sentido, já que o Brasil é autosuficiente e poderia cobrar um custo menor”.

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