Em nova carreata, Sintrajufe/RS mais uma vez vai à luta contra a reforma administrativa, por vacina e auxílio emergencial e pelo fim do governo Bolsonaro


08.Fevereiro.2021 - 18h41min

No último sábado, 6, mais uma vez as ruas de Porto Alegre foram lugar de mobilizações contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Em uma carreata na Zona Norte da cidade, manifestantes defenderam vacina para todos, gratuita e pelo SUS, a volta do auxílio emergencial, denunciaram os efeitos da reforma administrativa e exigiram o fim do governo Bolsonaro. O Sintrajufe/RS também esteve representado na atividade, mais uma vez.

As carreatas têm ocorrido na cidade nas últimas semanas, como parte de mobilizações contra o governo. A próxima já está marcada para o dia 21, ainda sem local confirmado. Além das carreatas, o Sintrajufe/RS também vem participando de outras manifestações com as mesmas pautas, caso do ato público realizado no Largo Glênio Peres no final de janeiro.

Multa por “excesso de buzina”

Nos últimos dias, o Sintrajufe/RS denunciou que manifestantes vinham sendo multados por motivos como “excesso de buzina”. No sábado, o cerceamento voltou a ocorrer, conforme relatam dirigentes do sindicato. Houve relatos de que policiais militares ameçaram os participantes com multas a todos os carros que integravam a carreata.

A diretora do Sintrajufe/RS Alessandra Andrade destaca que, nas falas que antecederam a saída da carreata, foram realizadas falas sobre os temas da mobilização e que também lembraram Beto Freitas, homem negro assassinado por seguranças no Carrefour em novembro do ano passado. Ao longo do trajeto, conta Alessandra, “várias pessoas buzinavam e gritava ‘fora Bolsonaro’ em sinal de apoio”.

Apoio popular no trajeto da carreata e vacinas para todos

O diretor Reginaldo Luhring, que participou da atividade, comenta que a carreata teve “grande apoio da população que estava nas ruas, e considerando-se o grande efetivo do aparato repressor e sua atuação intimidatória, quer da Brigada Militar, quer da EPTC, fica claro que estamos a incomodar o falso consenso sobre a necessidade da reforma administrativa e continuidade do governo genocida. É nas ruas que barraremos as reformas e políticas destruidoras que estão sendo implantadas pelo desgoverno Bolsonaro”.

Também diretora do Sintrajufe/RS, Cristina Viana comenta que foi possível perceber “muita gente nas ruas apoiando, buzinando e até batendo panelas. Os carros estavam identificados com pisca-alerta, bandeiras e frases”. Por outro lado, lamenta, houve “muita presença de polícia e EPTC, com policiais e agentes filmando e anotando nos celulares, inclusive tentado organizar a carreata. Os participantes estavam com receio de serem multados, o que aconteceu em carreatas anteriores”.

O colega aposentado Orildo Longhi também esteve na carreata, apesar de ter sido multado em uma das mobilizações de janeiro sob alegação de estar “com o braço para fora” do carro. Mesmo assim, voltou às ruas. Para Orildo, “a carreata do último sábado foi muito boa e com boa resposta da maioria das pessoas que viam a carreata passando. A carreata consegue despertar as pessoas para os temas da vacina e também sobre o afastamento do Bolsonaro da Presidência da República”, acredita.

Marcelo Carlini, diretor do Sintrajufe/RS e da CUT/RS, tomou a palavra no breve ato antes do início da carreata para chamar a atenção sobre luta por vacina para todos, gratuita, pelo SUS, e como a pressão dos “fura-fila” tem crescido através dos movimentos por “vacinas privadas”. Segundo ele, a quebra das patentes pode abrir caminho para acelerar a produção de imunizantes em território brasileiro, como foi feito com os remédios usados no tratamento da Aids.

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