Em seminário de banqueiros, Eduardo Leite defende reforma administrativa ainda pior que a de Bolsonaro


27.Janeiro.2021 - 18h17min

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), participou, nessa terça-feira, em São Paulo, de um seminário organizado pelo banco de investimentos suíço Credit Suisse. Na atividade, Leite defendeu que o governo federal faça uma reforma administrativa “mais ousada”, ou seja, com ainda mais ataques aos trabalhadores e trabalhadoras.

Em sua fala, Eduardo Leite comemorou o fato de ter, com a reforma realizada no Rio Grande do Sul, ido “além”, “reduzindo a faixa de isenção sobre a contribuição e cortando uma série de incorporações”. Para ele, é necessário obter efeitos fiscais “para já” – defende, portanto, que os atuais servidores sejam atingidos. Na prática, porém, essa demanda de Leite já está contemplada em outras propostas do governo federal que, embora não estejam incorporadas na PEC 32/2020, fazem parte do projeto mais amplo de desmonte dos serviços públicos. É o caso da PEC 186/2019, por meio da qual Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes querem autorização para reduzir salários e jornadas dos servidores e das servidoras em 25%.

Leite também celebrou o que diz ter sido um processo “com muito diálogo, que é a melhor ferramenta para avançar na democracia”, quando da aprovação da reforma estadual. Não citou, porém, que trabalhadores e trabalhadoras realizaram greves e fortes mobilizações para conseguirem manter algum direito mínimo, impedindo impactos ainda maiores. Foi o caso, por exemplo, de educadoras e educadores, que construíram uma grande greve em 2019.

Em junho de 2020, juntamente com o então prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), Leite lamentou decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a redução salarial de servidores tendo por base a Lei de Responsabilidade Fiscal. Seja por qual meio for, o objetivo do governador passa longe da valorização do funcionalismo e da qualificação dos serviços oferecidos à população.

Com o estímulo e o apoio de Eduardo Leite e de outros governadores, Bolsonaro e Guedes buscam aprovar uma série de propostas e projetos contra os interesses da população. Por isso se fazem cada vez mais necessárias as mobilizações das quais o Sintrajufe/RS vem participando, tendo o combate à reforma administrativa como um dos eixos de luta. Na próxima sexta-feira, 29, o sindicato convoca a categoria a participar de caminhada, no Centro de Porto Alegre, contra a reforma, pelo fim do governo Bolsonaro, por vacina para todos já e em defesa do auxílio emergencial. A concentração será às 17h, no Largo Glênio Peres, com a caminhando saindo rumo ao Largo Zumbi dos Palmares às 18h. Também está marcada, para o dia 31, uma carreata, saindo do estacionamento do estádio Beira-Rio.

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