Em comemoração aos 28 anos da Fenajufe, atuais e ex-dirigentes falam sobre importância da entidade nas lutas da categoria


15.Dezembro.2020 - 18h15min

A Fenajufe foi criada no dia 8 de dezembro de 1992. Nesses 28 anos, esteve à frente das lutas da categoria por garantia e ampliação de direitos, condições de trabalho e salário. São 29 sindicatos filiados, garantindo a ampla representação de servidores e servidoras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União.

O Sintrajufe/RS ouviu atuais e ex-dirigentes da Fenajufe, que falaram sobre o papel da federação ao longo dessas quase três décadas.

Presente na criação da federação, a diretora do Sintrajufe/RS Marta Kafruni destaca que, neste momento, “além de comemorar as inúmeras ações perpetradas pela Fenajufe, sobressai o quanto a nossa federação é importante na costura de demandas da categoria”. Marta avalia que “avançamos muito nesses anos e o sentimento de que juntos somos mais fortes, já não é força de expressão, e sim comprovação de que chegamos até aqui porque reforçamos nossas estruturas, encontrando na Fenajufe sua expressão maior”. Neste momento, com a ameaça da reforma administrativa, “que vem com força e atinge a todos servidores públicos, é lamentável que alguns sindicatos estejam saindo da Fenajufe. Não é hora de divisão”.

“A nossa federação é sem dúvida, o maior instrumento de reivindicações de que dispomos enquanto trabalhadores no Poder Judiciário Federal e do MPU”, afirma Cláudio Azevedo, ex-diretor da federação e também presente na criação da entidade. Ele lembra que, nos anos 2000, a federação foi uma trincheira nacional da luta de resistência ao neoliberalismo e também fundamental “para a valorização de seus servidores, pela unificação da legislação e através de três planos de cargos e salários, que nos garantiram sustentação econômica e reconhecimento social e político”. Cláudio afirma esperar que a categoria “possa resgatar os momentos de protagonismo e ação, buscando manter a unidade da categoria e retomando seu papel histórico”.

O diretor do Sintrajufe/RS e ex-diretor da Fenajufe Zé Oliveira registra que, com a criação da Fenajufe, a luta fragmentada em cada ramo do Judiciário deu lugar a uma entidade nacional, “que unificou a categoria e garantiu maior representatividade e força nas lutas que empreendemos desde lá”. Avançamos nos salários, em especial com os três Planos de Cargos e Salários (PCS) aprovados em 1996, 2002 e 2006. Além disso, a Fenajufe esteve presente nas lutas gerais da classe trabalhadora, debateu e defendeu medidas para democratizar o Judiciário, no que temos muito a avançar. A firmeza e combatividade de sua atuação na defesa da categoria é que garantiu a nossa entidade nacional o respeito e a credibilidade junto a governos e administrações dos Tribunais Superiores e órgãos do MPU. No momento atual, onde combatemos os ataques do governo Bolsonaro, cujo objetivo é destruir o serviço público, mais do que nunca fortalecer a Fenajufe é tarefa de todos os servidores e servidoras do judiciário federal e do MPU. Dividir é servir ao projeto de quem quer destruir a categoria, seus direitos e o serviço público.

A federação se formou no pensamento de busca de unidade e fortalecimento da categoria, afirma a diretora do Sintrajufe/RS e ex-dirigente da Fenajufe Mara Weber. Ela lembra que foi a partir daí que se conquistou, pela primeira vez, em 96, uma tabela própria de remuneração, um sentido de carreira do Judiciário, que se começou a trabalhar questões de saúde e de trabalho de uma forma mais efetiva. Depois do golpe de 2016, “que foi devastador para o serviço público” e, posteriormente, da eleição de Jair Bolsonaro (sem partido), ficou muito mais difícil avançar nas discussões salariais, de saúde, de carreira. A diretora também considera que “a desfiliação de sindicatos é algo trágico, aponta para um desastre futuro”. Para Mara, “o desafio é grande, e a tarefa principal é de uma tomada de consciência de classe pela categoria e reconstrução da unidade”, para “fazer uma luta que traga benefícios não apenas para nossa categoria, mas para o povo brasileiro”.

Diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe, Edson Borowski avalia que, em todos os momentos de sua história, a federação “desempenhou o papel de entidade unificadora da luta nacional dos servidores/as do Judiciário Federal”. Ele ressalta que, neste momento, o serviço público sofre o maior ataque de sua história e “é neste cenário que precisamos, cada vez mais, fortalecer nossa unidade, atuando em conjunto com todos os setores e sindicatos de nossa categoria. Só com nossa atuação unificada, fortalecendo a Fenajufe, poderemos enfrentar e derrotar o desmonte do serviço público".

Cristiano Moreira diretor da Fenajufe, destaca que, “nos seus 28 anos de história e de lutas, a federação foi fundamental em todas as principais conquistas da categoria, unificando os servidores e sindicatos de todo o país em torno de nossas demandas”. Para ele, talvez estejamos vivendo “o momento mais difícil de nossa história, com os mais duros ataques ao funcionalismo, uma pandemia que tirou a vida de milhares de brasileiros e ameaças inclusive à democracia”. Por isso, ressalta que “a Fenajufe é imprescindível, pois nossa unidade é o que nos torna mais fortes e em melhores condições de enfrentar nossos inimigos. O combate ao divisionismo e a defesa da unidade da categoria e de sua federação são também, portanto, pautas fundamentais, diretamente relacionadas às demais lutas de nossa categoria”.

“A Fenajufe é uma entidade catalizadora do sentimento de rebeldia que existe no sistema de justiça, pois não se dobrou ao encanto neoliberal, meritocrático e de lobbies que existe em muitas entidades do serviço público”, afirma o diretor da atual gestão da federação Thiago Gonçalves. Ele avalia que a entidade conseguiu aliar uma “importante interlocução institucional com mobilização dos servidores, fazendo da pressão um instrumento de impulsionamento das pautas do PJU e MPU”. E finaliza: “Viva a Fenajufe! Vida longa a essa entidade de luta!”.

Jacqueline Albuquerque, servidora aposentada do TRT6 e ex-diretora da federação, afirma que, ao longo da existência da Fenajufe, “defendemos a unidade da categoria com o conjunto da classe trabalhadora e aprovamos resoluções contra a fragmentação da categoria, respeitando as especificidades dos cargos e buscando sua valorização”. Para Jacqueline, “a Fenajufe tem um papel fundamental em manter e fortalecer os princípios de unidade que sempre nortearam a sua existência”, pois “é com a Fenajufe forte e unida que vamos enfrentar a crise por que passa nosso país, agravada pela pandemia. Dessa forma é que faremos o enfrentamento contra a reforma administrativa e demais ataques contra a nossa categoria e a classe trabalhadora, para pôr fim ao governo Bolsonaro”.

O diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe Ramiro López lembra que a federação foi fundada “em um momento de afirmação da nossa organização, sendo fundamental para a conquista de todas as vitórias dos trabalhadores do Judiciário Federal ao longo desse período”.  O dirigente alerta que atualmente, quando o serviço público brasileiro sofre “o mais feroz e incisivo ataque, visando ao seu desmanche, precisamos reafirmar nossa disposição de unidade e luta fortalecendo a Fenajufe como principal ferramenta de resistência e organização dos trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União. Vida longa à Fenajufe!”.

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