Falência de companhia de seguros privados traz à tona riscos do fim da Previdência pública


23.Setembro.2020 - 17h29min

O pedido de falência da Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil (Aplub), uma das companhias de seguros privados mais conhecidas e tradicionais do Rio Grande do Sul, está deixando claros os riscos do processo de fim da Previdência pública que está em marcha no Brasil. Milhares de segurados ficarão sem receber suas aposentadorias e pensões, apesar de terem contribuído durante anos ou décadas com os fundos.

A falência da Aplub é a maior já registrada em Porto Alegre, tanto em número de credores quanto em volume total da dívida. Dos 16 mil segurados da Aplub, 6 mil são beneficiários – pessoas que já estão aposentadas e que recebem mensalmente sua aposentadoria privada. Os outros 10 mil são contribuintes, pessoas que pagavam mensalidades do seguro, mas ainda não estavam aposentadas e nem recebiam benefícios. O pagamento aos 6 mil beneficiários será interrompido, enquanto os outros 10 mil não recuperarão, em curto prazo, o que já pagaram, conforme matéria publicada no site de Zero Hora.

Assim, milhares de pessoas que investiram em sua velhice durante toda a vida ficarão sem nada. Uma surpresa se pensarmos apenas na tradição da Aplub, que chegou a ter 30 mil associados e mais de 150 mil pontos de venda. Não é surpresa, porém, se levarmos em conta os riscos oferecidos pela Previdência privada, sujeita às flutuações do mercado financeiro e às crises econômicas. Quando acontecem falências como essa, os beneficiários ficam completamente desassistidos.

Essa é uma das razões pelas quais o Sintrajufe/RS, assim como as centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, defende o fortalecimento da Previdência pública. O atual governo, por sua vez, quer acabar com esse patrimônio dos brasileiros para entregar as aposentadorias dos trabalhadores e trabalhadoras nas mãos do setor privado. O caso da Aplub mostra o que pode acontecer em larga escala se esse processo avançar. O plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, é de promoção da capitalização individual, onde cada um paga sua própria aposentadoria, sem a lógica solidária, e arca com os riscos comuns ao setor privado e ao mercado financeiro.

Com informações da Zero Hora.

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