Dia da Visibilidade Bissexual: celebrar a diversidade é combater preconceitos


23.Setembro.2020 - 17h14min

O Dia da Visibilidade Bissexual, 23 de setembro, foi instituído por ativistas dos direitos bissexuais dos Estado Unidos em 1999. Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur consideravam que, após a revolta de Stonewall, em 1969, os movimentos de gays, lésbicas e trans ganharam mais visibilidade. Por outro lado, as pessoas bissexuais ainda precisariam lutar pela sua bandeira. A data é uma oportunidade para visibilizar e celebrar a diversidade bissexual, além de combater todas as formas de bifobia.

No Sintrajufe/RS, atendendo a uma demanda do Coletivo de Diversidade do Judiciário Federal,  foi criado, em 2017 o Núcleo de Diversidade Sexual do Sintrajufe/RS (Nuds). Esse Núcleo congrega lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais e demais diversidades sexuais e tem como objetivo discutir e encaminhar propostas de propiciar a inclusão de pessoas LGBT no Judiciário Federal.

Entender para não estigmatizar

A bissexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela capacidade de atração, sexual e/ou romântica, por mais de um gênero – não necessariamente ao mesmo tempo, da mesma maneira ou na mesma frequência. É comum – e equivocado – as pessoas heteronormativas pensarem que o indivíduo LGBTQIA+ é “naturalmente” promíscuo. Sobre o homem bi, diz-se que é “enrustido”, por não ter coragem de assumir-se gay, e sobre a mulher bi, que é “hipersexualizada”.

É preciso entender: pessoas bissexuais não estão confusas ou indecisas!

A moderna psicologia da sexualidade fala que somos um “degradê”: nem sempre estamos no extremo 100% hétero ou no oposto. Aliás, isso é extremamente raro. O fenômeno do desejo é algo complexo e mutável, vide muitas pessoas que têm relacionamentos tradicionais e depois “saem do armário”. Mas será que elas eram infinitamente infelizes na relação heterossexual? Um pouco duvidoso afirmar isso com tanta certeza. Por vezes, eram realizadas, mas sua sexualidade “caminhou” nesse degradê.

Podemos entrar em um tema ainda mais complexo: o amor, o afeto, a paixão. Será que a pessoa que talvez esteja destinada a compartilhar a vida conosco (não que seja até que a morte os separe) é alguém do gênero que assumimos em nossa identidade, mesmo LGBTQIA+? Um homem gay não pode encontrar um dia uma mulher a quem ame profundamente e com quem queira viver um relacionamento? A luta pela libertação LGBTQIA+ não deve se tornar uma prisão.

É isso que faz com que até Sigmund Freud chegasse a afirmar que todos nascemos bissexuais. Mas sua teoria obsoleta da “identificação dos modelos” não explica mais muita coisa.

Uma das maiores perversidades da LGBTQ+fobia é nos obrigar a sermos “A”, “B” ou “C”, rótulos e caixas desconformes com a possibilidade de mudança daquilo que Luis Buñel intitulou no seu filme “Esse obscuro objeto do desejo”. Alguém pode encontrar sua “cara metade” (se existir), em um alguém que nunca esperava encontrar.

Veja abaixo sugestões de filmes com protagonismo bissexual:

Margarita com canudinho (Índia, 2014)

Minhas mães e meu pai (EUA, 2010)

A Favorita (2018)

Somos tão jovens (Brasil, 2013)

Frida (México, 2002)

Próxima reunião do Nuds será dia 19 de outubro

A próxima reunião do Núcleo de Diversidade Sexual do Sintrajufe/RS acontece no dia 19 de outubro, às 19h30min, por videoconferência. Para participar da reunião, é necessário ter conexão à internet, telefone celular ou computador. O link será repassado pela direção do sindicato. Para recebê-lo, basta manifestar interesse, pelo e-mail politicassociais@sintrajufe.org.br.

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