Ainda restam duas vagas para grupo focal de escuta e atendimento psicológico do Sintrajufe/RS


14.Setembro.2020 - 14h50min

Têm início amanhã as atividades do grupo focal criado pelo Sintrajufe/RS para escuta e atendimento psicológico à categoria. Ainda restam duas vagas para o primeiro grupo, limitado a oito participantes, e, caso haja mais interessados e interessadas, poderá ser aberto novo grupo. A inscrição deve ser feita pelo e-mail saude@sintrajufe.org.br ou pelo Whatsapp, pelo número (51) 99568-2078.

Todos os servidores e servidoras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul, ativos e aposentados  podem se inscrever até as 12h do dia 15 de setembro, quando começam as reuniões do grupo focal. Serão cinco encontros semanais e cada encontro terá 1h30min de duração, com início às 18h30min. Os encontros serão à distância, por videoconferência, por conta da pandemia e para facilitar a participação dos colegas do interior. As reuniões serão coordenadas pela psicóloga Vera Moura, que faz parte da assessoria de saúde do Sintrajufe/RS e foi contratada para dar início a esse projeto de atenção ao sofrimento psíquico.

O projeto

Esse projeto de escuta e atendimento psicológico nasce a partir da preocupação do Sintrajufe/RS com a saúde mental da categoria, por conta da sobrecarga de trabalho, das preocupações e incertezas geradas pela pandemia. A partir da escuta feita nos grupos focais já realizados pelo sindicato, que tinham como objetivo subsidiar a pesquisa sobre condições de trabalho remoto na pandemia, foi identificada pela equipe da Secretaria de Saúde e Relações de Trabalho (SSRT) do Sintrajufe/RS a necessidade de dar mais atenção ao tema e abrir espaços permanentes de escuta da categoria. Esse primeiro grupo, portanto, terá como objetivo a escuta, troca e acompanhamento da realidade dos servidores e das servidoras neste momento.

Partilha e novas experiências

A psicóloga Vera Moura, que coordenará os grupos focais, comenta a importância dos grupos: “É um modo de, a partir desses encontros, os participantes se deslocarem desse lugar passivo de sofrimento, para que, na partilha do que está acontecendo, se autorizarem a novas experiências mais ativas, de alguma autoria. Porque saem dessa solidão de acharem que são os únicos que estão sofrendo e, partilhando, criarem uma nova posição, de se arriscar a outras experiências. A ideia do grupo é essa, sair dessa ideia de que são os únicos que sofrem. A humanidade se solidariza no grupo, ao perceber que não está só, poder falar sobre isso, encontrar outro sentido para essa circunstância. A ideia é poder compartilhar o sofrimento e criar novas alternativas para viver este momento”.

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