Juízes, procuradores, parlamentares e militares estão fora da reforma administrativa de Bolsonaro: ataques são só para o andar de baixo


04.Setembro.2020 - 17h58min

A campanha de mentiras da mídia e do governo para justificar a reforma administrativa já está na rua. Mas a proposta de Bolsonaro não deixa dúvidas sobre quem é o alvo.  Por trás do discurso de “combate aos privilégios”, o governo deixou de fora da proposta os verdadeiros privilegiados, as cúpulas dos Poderes e os militares.

Conforme o próprio governo, no detalhamento da proposta apresentado em entrevista coletiva do Ministério da Economia nessa quinta-feira, 3, os chamados “membros” dos Poderes não serão atingidos pela reforma. São os juízes, desembargadores, ministros dos tribunais superiores, promotores, procuradores e parlamentares. Todos eles, os maiores salários e com os maiores penduricalhos, terão seus privilégios mantidos. Os militares, constantemente afagados por Bolsonaro, também ficam de fora da reforma.

Enquanto isso, a base do serviço público, o quadro de servidores, será desmontada e precarizada. O fim da estabilidade, o enfraquecimento da impessoalidade, a quebra de direitos e benefícios dos servidores e das servidoras e a precarização das formas de contratação são algumas das medidas incluídas na reforma e que irão piorar as condições de trabalho dos trabalhadores do setor público e, ao mesmo tempo, prejudicar a qualidade dos serviços oferecidos à população. Veja AQUI matéria detalhada sobre a proposta.

Para enfrentar a reforma administrativa, os trabalhadores e as trabalhadoras precisam reagir. Neste sábado, o Sintrajufe/RS realiza assembleia geral para debater a luta contra a reforma, além de discutir as medidas de proteção em meio à pandemia. Nacionalmente, representantes de diversas entidades sindicais vinculadas ao Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) aprovaram a realização, em setembro, de um Dia Nacional de Lutas, unificando servidores e servidoras em defesa dos serviços públicos. A Fenajufe também já aprovou adesão à mobilização, que está prevista para a segunda quinzena de setembro.

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