Levantamento identifica queda no padrão de vida dos brasileiros; política econômica atual agrava problema para trabalhadores e trabalhadoras


19.Agosto.2020 - 14h12min

Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo aponta queda recorde no padrão de vida dos brasileiros e das brasileiras. A partir de levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a reportagem explica que a queda já vinha ocorrendo independentemente da pandemia. No contexto da crise sanitária e com a falta de políticas de enfrentamento à crise econômica, o agravamento do problema gerou a pior queda no padrão de vida desde a década de 1940, quando inicia a série histórica.

O padrão de vida é calculado a partir do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, e a retração esperada para este ano é de 6,7%. De 2011 a 2020, o PIB per capita deve recuar 8,2% ante uma alta de 28% na década anterior. E o PIB per capita é apenas uma média, ou seja, não reflete a realidade de aumento da desigualdade: enquanto milhões de brasileiros e brasileiras perdem o emprego e a renda e penam para conseguir sacar o auxílio emergencial de R$ 600, a fortuna dos bilionários brasileiros segue crescendo em meio à crise, como o Sintrajufe/RS informou em matéria recente.

A agenda econômica do governo aprofunda esse quadro em que os mais ricos ganham ainda mais enquanto os trabalhadores perdem seus empregos, rendas e direitos – inclusive a serviços públicos de qualidade, sob intenso processo de desmonte. A proteção aos grandes patrimônios e aos lucros das empresas é combinada com o abandono dos trabalhadores e das trabalhadoras à própria sorte. Aproveita-se a crise para “passar a boiada” da destruição de direitos.

Na mesma reportagem que trata da queda do padrão de vida, o Estadão aponta que a população percebe a gravidade do momento: segundo pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva a pedido do jornal, 54% dos brasileiros afirmam que seu padrão de vida piorou. Ainda, 60% estimam que vai levar mais de um ano para reconquistar o que tinham. Infelizmente, a projeção é ainda pior: com a manutenção das atuais políticas, a retomada não virá sob o atual governo.

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