Novo coronavírus se espalha pela administração central do INSS em Brasília


22.Junho.2020 - 18h59min

A disseminação do novo coronavírus entre funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está tão preocupante, que a direção central do órgão pediu ao governo do Distrito Federal a sanitização completa do edifício-sede. A decisão foi tomada depois que uma ala do 10º andar, vizinha ao gabinete do presidente do instituto, foi lacrada quando um servidor com livre acesso testou positivo para a covid-19.

A preocupação dos servidores é grande, pois, como o prédio conta com sistema de ar condicionado central e pouca ventilação natural, há medo de contágio entre os que continuam no trabalho presencial. Segundo informa o blog de Vicente Nunes, fontes indicam que ainda há pelos corredores do prédio do INSS quem circule sem máscaras, o que tem chamado a atenção das autoridades sanitárias. Esse pode ser um dos motivos da disseminação do vírus no local.

Testes de covid-19

Para tentar reverter esse quadro, gestores do INSS pensam em uma forma de providenciar testes rápidos para quem ainda frequenta a repartição. Mas nada avançou nesse sentido até o momento.

O problema na administração central do INSS surge no momento em que o governo anuncia a reabertura das agências do órgão em julho. E há movimentações para o retorno da área-meio do órgão ao trabalho presencial.

Não custa lembrar que o público que frequenta as agências do INSS é, em sua maioria, do grupo de risco: idosos, doentes e pessoas com deficiência.

Esse quadro é apenas um recorte do que vem acontecendo em vários órgãos públicos, principalmente no Poder Executivo. Diante disso, o Sintrajufe/RS ressalta a importância de se manter o trabalho remoto e a suspensão do expediente presencial nos órgãos do Judiciário Federal e do Ministério Público e o acerto da posição do sindicato, desde o início da pandemia, de proteger a saúde e a vida, evitando o contágio de servidoras e servidores, seus familiares, estagiários, terceirizados e usuários.

O governo, por sua vez, precisa buscar alternativas para o atendimento da população que tem formado longas filas de espera em busca de aposentaria, mesmo antes da pandemia, a fim de preservar a saúde dos usuários e dos servidores.

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