Oficinas de cultura do Sintrajufe/RS: alunas e alunos falam sobre experiências e aprendizados


22.Junho.2020 - 14h22min

Mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, o Sintrajufe/RS mantém em funcionamento, agora no modo online, oficinas de cultura em Porto Alegre e em cidades do interior. No início de junho, publicamos, no site, um texto mostrando a história das oficinas, desde sua criação, em 1998, e mudanças ocorridas ao longo do tempo. Agora, mostramos a perspectiva de colegas que são, também, alunas e alunos nas aulas oferecidas pelo sindicato.

Em Porto Alegre, atualmente, são realizadas as oficinas de escrita criativa, dança ritmos, inglês, francês, poesia, teatro, técnica vocal, yoga regular e yoga maturidade. No interior, estão contempladas as cidades de Três Passos e Bento Gonçalves.

Colegas destacam qualidade das aulas

A colega Naldine Corrêa, da JT Porto Alegre é aluna das oficinas há bastante tempo. Começou em 2014, com técnica vocal, para a qual tece vários elogios, quanto à qualidade. Além disso, os laços criados entre alunas e alunos ultrapassaram os limites da oficina. A coesão do grupo também teve como resultado o aumento das vagas pelo sindicato porque, brinca Naldine, “ninguém soltava a mão de ninguém”.

Atualmente fazendo a oficina de teatro, a colega mostra a mesma empolgação. Sendo que agora, avalia, há o estímulo de poder criar textos, trabalhar temas atuais, como questões relativas ao feminino, uso do celular na sociedade atual e meio ambiente. Para ela, as oficinas “são remédios para o nosso dia a dia adoecedor; elas trazem algo desmerecido pela sociedade do resultado econômico, fortalecem o humano”. Ela destaca a adesão da turma às aulas online, afirmando que “são um alívio” em meio à pandemia”.

Matriculada pelo sexto ano na oficina de yoga, a colega aposentada Maria de Fátima Melo conta que o interesse surgiu devido ao cansaço com o ambiente de academia, pois “queria uma atividade voltada para a saúde, que ė o que me proporciona essa oficina”. Ela não SE arrepende; pelo contrário, destaca a “muito boa qualidade” das aulas. Neste ano, Maria de Fátima pretendia, inscrever-se em outros cursos oferecidos pelo sindicato, mas “infelizmente, o corona não permitiu”.

O colega aposentado Sadi Pierozan matriculou-se, neste ano, pela primeira vez, em uma oficina do sindicato. Escolheu criação literária, motivado “pelo gosto pela literatura, pela certeza de sua qualidade, considerando o professor a ministrá-la, Caio Riter”. Sadi viu na oficina uma oportunidade de qualificar seu texto. Ele já tem um romance publicado, “A lei do tempo”, disponível em e-book, ou por meio físico, e finalizou recentemente “A cidade insólita”, que aguarda eventual interesse de editoras. Ele afirma que busca, na oficina, “maior conhecimento e aprimoramento para qualificar cada vez mais meu texto”.

Presença no interior

Em Três Passos, são oferecidas as oficinas de alongamento/ginástica e dança de salão ritmos. Mas não para por aí. A academia que ministra as oficinas franqueou acesso às demais modalidades oferecidas no local, sem custo. O colega e diretor de base Francisco Dion Cleberson Alexandre afirma que as oficinas trouxeram “muita qualidade de vida para os sindicalizados”, com a adoção de uma rotina mais saudável. Ele cita o próprio exemplo, uma vez que pratica bike aquática e musculação como aluno da oficina.

Francisco Dion destaca que para o interior é um pouco diferente da lógica da capital a maneira como as oficinas se desenvolvem: “para nós aqui é muito positivo”. Outro ponto ressaltado por ele é que colegas acabaram ingressando para o quadro de sindicalizados do Sintrajufe/RS a partir das oficinas.

O fato de o sindicato oferecer, a partir das oficinas, variadas possibilidades de conhecimento, aprendizado, lazer e cuidados com a saúde é “uma iniciativa fantástica”, que promove “mais qualidade de vida”, avalia Dion. Da mesma forma, Maria de Fátima considera “excelente a iniciativa do sindicato nessa promoção de oficinas”.

Naldine vê o sindicato como órgão aglutinador da categoria e entende que, “para que a força como classe trabalhadora aconteça, ela precisa passar por esse aspecto união ‘lúdica’ entre colegas”. A colega destaca, também, a abertura de vagas para a comunidade, “o que faz com que um mundo melhor aconteça”. Na avaliação de Sadi, “a cultura tem importância transcendental na construção de nossa identidade, individual e coletiva, daí a importância das oficinas promovidas pelo sindicato, que são fontes difusoras de conhecimento”.

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