Sob o comando de um general, Ministério da Saúde monitora opinião de servidores em redes sociais


18.Junho.2020 - 17h45min

A exemplo do que o Sintrajufe/RS noticiou nesta semana que está ocorrendo na Corregedoria-Geral da União (CGU), também no Ministério da Saúde os servidores públicos lotados no órgão estão sendo ameaçados de censura. 

No Ministério da Saúde, o jornal Correio Braziliense informou nesta semana que está havendo um processo de pressão sobre os servidores e as servidoras para que evitem críticas nas redes sociais. Um e-mail com “dicas de ética” foi encaminhado aos servidores e deixa claro o monitoramento das opiniões: “Quem vê seu perfil ou posts nas redes sociais, seja no WhatsApp, Facebook, Twitter e outras, está vendo também os comentários, fotos e informações de um agente público. As redes sociais são ferramentas muito úteis e práticas, mas devem ser usadas com cuidado”.

Em outro ponto, a mensagem diz que a ascensão profissional pode ser definida de acordo com o que se divulga nas redes socais: “A função pública se integra na vida particular de cada servidor público e, por isso, os fatos verificados na conduta do dia a dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional”. A quebra da impessoalidade e o ataque à autonomia dos servidores ficam claros.

Conforme a matéria do Correio Braziliense, servidores denunciam forte clima de perseguição no ministério, atualmente comandado por um militar, o general Eduardo Pazuello, e onde há dezenas de militares em cargos estratégicos.

Tentativas de censura em alta

As tentativas de cerceamento aparecem também em um momento no qual tentativas de censura começam a espalhar-se pelo país, impulsionadas pelo bolsonarismo. Além do caso da CGU, outro exemplo é o caso noticiado pelo Sintrajufe/RS na última segunda-feira, 15, no qual uma entidade de oficiais da Polícia Militar de São Paulo, vinculada, esta entidade, a apoiadores de Bolsonaro, acionou judicialmente o jornal Folha de S. Paulo e cinco cartunistas por conta de charges que denunciam a violência policial. No Rio Grande do Sul, uma reportagem da RBS TV, que trata da concessão irregular do auxílio emergencial, está sob censura prévia, contrariando o que determina a Constituição. Uma das pessoas citadas na reportagem entrou na Justiça e o juiz Daniel da Silva Luz, da comarca de Espumoso, no Norte do Rio Grande do Sul, concedeu liminar impedindo a publicação de material que envolva o nome da autora da ação.

    Veja também

    Últimas Notícias

    Clique aqui e cadastre-se para receber nossos INFORMATIVOS

    cadastre-se

    Faça seu Login

    Troca de Usuário

    Recuperar Senha / Primeiro acesso

    O e-mail foi enviado com sucesso.

    Ocorreu um erro no envio.