Com apoio do Sintrajufe/RS, Parada Livre de Porto Alegre faz live, dia 31, para celebrar a diversidade e apoiar artistas


29.Maio.2020 - 17h21min

O coletivo organizador da Parada Livre de Porto Alegre, somando-se a diversos grupos, entidades e instituições, entre os quais o Núcleo de Diversidade Sexual (Nuds) do Sintrajufe/RS, marcará o início do mês do Orgulho LGBTI+ com uma apresentação ao vivo na internet, no dia 31, a partir das 20h30min até as 2h do dia 1º de junho. O evento pretende celebrar a diversidade, pressionar por políticas públicas de prevenção à violência contra LGBTs e arrecadar fundos para apoiar artistas locais.  A transmissão ao vivo poderá ser acompanhada nas páginas do Facebook e Youtube da Parada Livre; haverá tradução para Libras.

Durante a programação, será divulgada uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Apoia.se para receber doações que serão distribuídas para os artistas que fizerem parte da live. “A pandemia fez com que muitos artistas LGBTs, que ganhavam a vida se apresentando na noite porto-alegrense, perdessem sua principal fonte de renda. São ativistas como nós que disponibilizam sua arte para a Parada nos últimos 23 anos e que agora precisam do nosso apoio”, explica uma das organizadoras, Taynah Ignacio, do coletivo Juntos.

Estabelecimentos parceiros da Parada Livre, tradicionais apoiadores do evento e referência no acolhimento de pessoas LGBTI+ em Porto Alegre, apresentarão, ao longo da programação, suas iniciativas e produtos pensados para esse momento. A ideia é que o público possa comprar os produtos e ajudar esses pequenos negócios locais a passar pelo período de baixo consumo por causa do necessário isolamento social.

Visibilidade é uma questão política

Sobre o momento atual que vive o país, a organização do evento entende que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está sendo irresponsável no combate à pandemia da covid-19, o que acaba gerando ainda mais problemas a populações historicamente vulnerabilizadas em direitos humanos, especialmente a população LGBTI+. “Muitos LGBTs vivem em situação de vulnerabilidade social e miséria por causa da discriminação. Não podem sequer ficar em casa por que são expulsos delas ou o preconceito torna o ambiente insuportável. Em vez de resolver o problema, Bolsonaro continua nos atacando, prometendo enviar um projeto para proibir o debate sobre gênero e sexualidade ao Congresso Nacional”, afirma o coordenador da ONG Nuances, Célio Golin.

A diretora do Sintrajufe/RS Luciana Krumenauer explica que o sindicato quando apoia a realização de um Festival LGBT+, “demonstra sua preocupação com a cultura”. Para ela, muito mais que apoiar artistas locais, busca-se entender a vulnerabilidade dessa comunidade neste momento de pandemia. “Como integrante ativa na organização desse festival. convido toda a categoria a participar, se divertir e colaborar com as artistas”, finaliza Luciana.

“Nós, LGBTs, temos que usar de todos os espaços disponíveis para usar como meios de luta contra este governo fascista de Jair Bolsonaro”, afirma o diretor do Sintrajufe/RS Alexandre Magalhães. Na sua avaliação, “a Parada Livre é um espaço de nossa afirmação como seres humanos livres. Nossa liberdade não tem preço e está ameaçada”.

A diretora do sindicato Ana Naiara Malavolta ressalta que a Parada Livre sempre foi um evento de alegria e cultivo à vida. Portanto, afirma, “nada mais natural do que realizar, neste momento da pandemia, uma grande manifestação política e cultural virtual. Sobretudo porque as artistas transexuais e drag queens são grupos vulneráveis financeiramente e que, com o necessário isolamento social, ficam em situação ainda pior”.

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