Em reunião online com colegas da JF de Passo Fundo, Sintrajufe/RS trata das condições de trabalho durante a pandemia


20.Maio.2020 - 14h16min

Na segunda-feira, 18, o Sintrajufe/RS realizou reunião online com colegas da Justiça Federal de Passo Fundo. Participaram diretoras e diretores do sindicato e 20 colegas da JF da cidade. Essa foi a primeira de uma série de reuniões que o sindicato fará com cidades do interior para ouvir servidoras e servidores e avaliar, conjuntamente, as medidas necessárias para garantir segurança e proteção à saúde devido à pandemia do novo coronavírus. Os encontros estão sendo realizados via internet, por conta do necessário isolamento social; o próximo será nesta quinta-feira, 18, com a JT Passo Fundo.

A direção explicou que a principal preocupação do Sintrajufe/RS, neste momento, é garantir a saúde de servidoras e servidores, estagiários, terceirizados, usuários e população em geral, uma vez que o trabalho remoto e o necessário isolamento social representam um menor número de contágios. Os casos de pessoas infectadas crescem no Rio Grande do Sul; Passo Fundo é um dos focos, o que foi decisivo para a rodada de reuniões começar por essa cidade. Foi ressaltado que, durante esse período, mesmo com a sede fechada, o sindicato não parou, sendo constante o contato com colegas e com as administrações, para as quais foram encaminhados ofícios sobre encaminhamentos e regramentos e exigindo atenção à saúde e equipamentos de proteção individual para aqueles que têm que fazer atividades presenciais, como oficiais de justiça e agentes de segurança.

O diretor Ramiro López, também dirigente da Fenajufe, fez um relato do trabalho feito pela federação no sentido de buscar o reconhecimento da necessidade do trabalho remoto. Ele destacou os contatos com o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, para prorrogar os prazos de suspensão do trabalho remoto. Relatos dos locais de trabalho são importantes para subsidiar essas ações, afirmou o dirigente.

Número de contágios em Passo Fundo aumenta apreensão com a volta ao trabalho presencial

Os relatos das colegas e dos colegas mostraram grande preocupação com um retorno ao trabalho presencial, diante dos números crescentes de pessoas infectadas e mortes. A situação da cidade, que apresenta o segundo número de mortes no estado, atrás apenas de Porto Alegre, é grave. Durante a reunião, os colegas falaram que há cada vez mais pessoas próximas infectadas, conhecidos doentes, no hospital, até falecimentos. Por outro lado, Passo Fundo já foi palco de várias carreatas pela reabertura do comércio e outras atividades. Foi apontado como fundamental que, antes de qualquer movimento de retorno, é preciso que o Judiciário faça um estudo sobre a situação de servidoras e servidores: quem está em grupos de risco, quem atende familiares nessa condição.

Há casos que trazem mais aflição, como os de oficiais de justiça, pois alguns mandados têm que ser cumpridos presencialmente, inclusive em presídios, e colegas de varas criminais, que precisam atender a questões relativas a tornozeleiras eletrônicas e detentos. “Presídio é o local que mais põe medo de ir”, disse a colega Marilice Bicca, pois há informações de contágio entre detentos. Oficial de justiça, ela diz que a apreensão aumenta porque, no cumprimento de mandados, não dá para voltar para casa e se higienizar.

A diretora de base Raquel Beltrame Rauber lembrou que dúvidas sobre como será uma eventual volta ao trabalho presencial e o fornecimento de EPIs foram levantadas na reunião online do Conselho Geral, dia 11. Ela disse que várias coisas têm que ser consideradas: como serão as audiências, a limpeza dos locais de trabalho, a falta de ventilação no prédio da JF, que quase não tem janelas. “Acho que vai ser difícil”, afirmou, apontando a situação da cidade, “as ruas ainda estão cheias, muita gente; eu realmente estou preocupada”.

A direção destacou que a maior resistência ao trabalho remoto, no Judiciário Federal no estado, foi justamente da Presidência do TRF4, tanto que o Sintrajufe/RS e a OAB (LINK) fizeram manifestações públicas cobrando medidas efetivas. A posição da direção, reafirmada para os colegas, é de que não dá para voltar se não houver condições de segurança, sem colocar a vida de servidores, de suas famílias, estagiários, terceirizados e demais usuários, em risco e, se for necessário, o sindicato tomará medidas judiciais para garantir isso.

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