17 de maio: Dia Internacional de Combate à Homofobia


15.Maio.2020 - 17h45min

Foto: Ricardo Giusti / CP

O movimento LGBTQI+ tem um calendário anual de datas nacionais e internacionais que afirmam e demonstram as lutas desta parcela significativa e colorida da sociedade, sendo algumas delas bem conhecidas: 29 de janeiro (Dia Nacional da Visibilidade Trans), 28 de junho (Dia Internacional do Orgulho LGBT), 29 de agosto (Dia Nacional da Visibilidade Lésbica). Outras aos poucos vêm sendo reconhecidas e divulgadas, como o 31 de março (Dia Internacional da Visibilidade Trans), o 23 de setembro (Dia da Visibilidade Bissexual), o 8 de novembro (Dia da Solidariedade Intersexual) e o 8 de dezembro (Dia da Pansexualidade). Esses dias são de luta e também de comemoração, porém não devemos esquecer: são apenas batalhas vencidas e não a “guerra” em si.

Outra data muito significativa é a de 17 de maio, que marca o Dia Internacional de Combate à Homofobia, quando, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Foi apenas há 30 anos que o sufixo “ismo” deu lugar ao “idade” e deixou pra trás a ideia de que nós, da comunidade LGBTQI+, somos doentes por amarmos quem amamos ou por sermos quem somos.

Foram grandes os marcos na história da nossa luta, mas o caminho a ser trilhado ainda é extenso. Isso porque, com dados coletados apenas por ONGs – que frequentemente se encontram defasados e não refletem a realidade –, é de amplo conhecimento que nosso país é o “campeão” de homicídios por LGBTfobia.

No Brasil, recentemente, os crimes de LGBTfobia foram equiparados a crimes de racismo, portanto, sendo considerados de ódio, e que, muitas vezes, têm requintes de crueldade: deformando, arrancando e desfigurando os nossos rostos e corpos. Essa mudança é significativa para a comunidade, pois, a partir dela, passamos a ter números oficiais, boletins de ocorrência e registros em delegacias, servindo como base para o desenvolvimento de políticas públicas.

Entendemos, contudo, que a sociedade permanece preconceituosa, silenciando nossas tentativas de pautar necessidades na hora da construção de políticas mais abrangentes, sejam elas públicas ou privadas. Além disso, ainda precisamos nos basear em jurisprudências para garantir nossos direitos, visto que até hoje não somos reconhecidos pelos aplicadores das leis como cidadãos. E com isto ficamos nas mãos do Judiciário, que, em tempos de conservadorismo severo, pode criar mais entraves para todas e todos. Apesar desses fatores, seguimos acreditando na construção de diálogo por meio da coletividade para fazer ecoar nossa luta.

No Sintrajufe/RS há o Núcleo de Diversidade Sexual (Nuds), um coletivo no qual fazemos reuniões mensais e no qual é possível conversar sobre o tema e, assim, conseguimos que a pauta LGBT seja debatida na categoria para que todas e todos saibam que serão escutadas e escutados. Então, que neste dia 17 de maio todas e todos possam refletir e – por que não? – comemorar que nossa sociedade é formada por uma diversidade de pessoas e de ideias e que não nos cabe mais a roupa do preconceito.

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