Bolsonaro e Guedes hesitam até para conceder apenas R$ 600 aos trabalhadores mais precarizados; demissões em massa já começaram


02.Abril.2020 - 17h13min

Enquanto em outros países os governos liberam grandes aportes de recursos para socorrer os trabalhadores e proíbem demissões pelos próximos meses, Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes querem matar os trabalhadores e as trabalhadoras de doença ou de fome. O Brasil tem 40 milhões de pessoas trabalhando na informalidade e que estão sem qualquer apoio estatal em meio ao necessário isolamento social – que Bolsonaro também insiste em refutar, apesar das advertências da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de especialistas e autoridades sanitárias.

O apoio que o governo deveria oferecer a esses trabalhadoras e suas famílias já foi proposto e aprovado no Congresso Nacional, mas Bolsonaro e Guedes criam entraves para fornecer a essas pessoas o atendimento de suas necessidades. O valor aprovado no Congresso (R$ 600), que já é baixo, poderia ajudar milhões de famílias a passarem por esse momento e a se manterem seguras em casa. Mas o governo não se mostra interessado em prover segurança sanitária nem financeira para brasileiros e brasileiras.

Pelo contrário: as declarações de Bolsonaro e Guedes após a aprovação da renda mínima no Senado apontam que, mais uma vez, seu objetivo é aproveitar-se da crise para atacar os serviços públicos e os servidores e servidoras. Guedes alega que é necessário uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para liberar os recursos para o auxílio às famílias e, ao mesmo tempo, tenta empurrar medidas como a “PEC Emergencial”, que permite a redução dos salários e jornadas dos servidores. Especialistas discordam da necessidade de mexer na Constituição para liberar os recursos, e parlamentares da oposição mostram incredulidade e indignação frente à demora no auxílio aos trabalhadores.

Demissões em massa já começaram

Além da situação dramática dos trabalhadores precarizados, sem apoio do governo, e dos servidores públicos, sob intenso ataque, também os trabalhadores celetistas já sofrem com as políticas do governo Bolsonaro frente à crise. Enquanto o governo da Argentina, por exemplo, proibiu demissões e suspensões de trabalhadores por dois meses, no Brasil já há anúncios de demissões em massa e de suspensão de contratos e do pagamento de salários. É o caso da Transcol, empresa de ônibus que opera em Recife e que anunciou a demissão de cerca de 100 funcionários. É o caso, também, do grupo Alicerce, do qual Luciano Huck é um dos sócios: a start up de aulas de reforço escolar dispensou (https://theintercept.com/2020/04/01/coronavirus-startup-huck-dispensa-professores/), por Whatsapp, dezenas de professores e outros trabalhadores que estavam contratados como pessoa jurídica.

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