Dia de Conscientização sobre o Autismo: enfrentar o preconceito com informação


02.Abril.2020 - 15h30min

O dia 2 de abril é o Dia de Conscientização sobre o Autismo, data instituída em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de dar visibilidade ao transtorno do espectro autista (TEA). Nos últimos anos, o Sintrajufe/RS tem se engajado na campanha, com todos vestindo azul, cor vinculada à conscientização sobre a TEA. Neste ano, com as necessárias medidas de isolamento e distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, a ação presencial não será possível, mas o dia precisa ser marcado pela divulgação de informações sobre o autismo. É com informação de qualidade que combatemos o preconceito.

Mais comum do que se pensa

Estima-se que 1 a cada 160 crianças em todo o mundo tenha TEA, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). É mais comum do que se pensa; atinge mais pessoas do que os casos infantis de câncer, diabetes e Aids somados. As causas do autismo ainda não são totalmente conhecidas; sabe-se que se deve, possivelmente, a fatores multifatoriais, incluindo genética e ambiente. Algumas das principais características são o comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos e estereotipados, que podem variar desde as formas mais leves até as mais graves.]

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de crianças de 0 a 13 anos no Brasil é de 38,5 milhões; cerca de 241 mil crianças seriam autistas no país. A estimativa, contudo, é que o número seja muito maior, chegando, de acordo com especialistas, a 2 milhões de brasileiros. A causa para a discrepância dos dois dados é a dificuldade em se obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Inclusão e respeito

Não há cura ou tratamentos específicos, mas o diagnóstico precoce e um acompanhamento digno são importantes para que os autistas alcancem seu potencial máximo. Os medicamentos podem ser utilizados para tratar outras condições, como hiperatividade e redução das estereotipias. O mais eficaz é um tratamento multidisciplinar, incluindo atuação de diversos profissionais como psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

As inclusões escolar e social são fundamentais. A interação é positiva não apenas para o autista, mas para pais e mães, que muitas vezes sofrem com o preconceito e com o afastamento de familiares e amigos. A convivência com o autismo (como de resto com outros tipos de deficiência) ensina que o valor das pessoas não está, necessariamente, no que elas têm ou fazem. Aprende-se que cada pessoa, por mais diferente que seja, tem direito a se desenvolver dentro de seus limites, a ser respeitada, a ter tratamento digno. Aprende-se a mudar o olhar sobre o outro, a respeitar a diversidade humana.

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