Nota da Direção Executiva do Sintrajufe/RS: Em cadeia nacional, Bolsonaro despreza a vida humana e marcha rumo ao golpe


25.Março.2020 - 14h38min

Na noite de ontem, 24, Jair Bolsonaro (sem partido) deu, entre outras coisas, um show de irresponsabilidade e despreparo para o cargo. Chamando de “gripezinha ou resfriadinho” a crise sanitária que já tirou a vida de 19 mil pessoas e infectou mais de 441 mil no mundo, o presidente praticamente defendeu o genocídio de uma parte do povo brasileiro.

De maneira combinada, empresários de grandes redes nacionais minimizaram a morte de “6 ou 7 mil pessoas” e chamaram os brasileiros a retomar a “vida normal”, o que demonstra uma clara preocupação com os negócios antes mesmo da vida.

Ao considerar como “histeria” o fato de as pessoas terem aderido ao autoisolamento social, Bolsonaro vai na contramão do que, inclusive, manifestam seus ministros e técnicos do Ministério da Saúde. Segundo o The Intercept Brasil, o presidente recebe relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que deixam claros os impactos da pandemia. Segundo projeção da Abin, 5.571 brasileiros irão morrer nas próximas duas semanas em decorrência do novo coronavírus.

Contrariando as orientações das organizações mundiais e nacionais da área da Saúde, Bolsonaro defendeu e estimulou a manutenção da atividade normal no país, numa postura que indignou amplos setores sociais no país, que estão em isolamento social, protegendo familiares e pessoas próximas. O agravamento da pandemia do coronavírus vinculará cada morte à responsabilidade dessa postura do presidente, o qual, como chefe da nação, deveria primar pela defesa das medidas e dos protocolos dos órgãos de saúde. Com essa atitude irresponsável, o presidente coloca sua digital na tragédia que pode assolar inúmeras famílias brasileiras.

Mas se engana quem vê somente um governante desequilibrado; Bolsonaro explica aonde quer chegar logo adiante. Em entrevista nesta quarta-feira, 25, o presidente voltou a falar que as ações dos governadores podem criar um ambiente de caos e gerar saques a supermercados e “instabilidade democrática”. Ele usa o Chile, onde o povo saiu às ruas aos milhões para enfrentar os planos de austeridade de Pinera, como exemplo de ameaça à democracia.

É justamente o contrário. A maior ameaça é Bolsonaro, pois foi ele mesmo que convocou manifestações em frente aos quartéis no dia 31 de março, aniversário do golpe militar de 1964. No 15 de março, abraçou manifestantes em atos pró-fechamento do Congresso Nacional. É uma escalada rumo ao golpe.

Um governo como este é uma ameaça ao país, aos direitos, à democracia. Sua subordinação ao governo norte-americano não tem fim, mesmo que ameace a vida do povo brasileiro. Seu ministro da Economia, Paulo Guedes, com o apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), aproveita a crise para propor a redução de salários e aprofundar ainda mais o drama social de milhões de trabalhadores. Esse posicionamento está na contramão das ações da maioria dos países, que incluem algum tipo de suporte econômico e social para a população no enfrentamento da pandemia.

A Direção do Sintrajufe/RS fará de tudo para impedir que este governo tenha sucesso em sua empreitada contra as servidoras, os servidores e os serviços públicos e estará também ao lado dos trabalhadores do setor privado para impedir que o Brasil seja arrastado para o abismo.

Juntos vamos vencer o novo coronavírus e este governo!

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