Recuou mesmo? Bolsonaro e Guedes usam a crise para golpear os empregos e os direitos nos setores público e privado


23.Março.2020 - 17h09min

Bolsonaro deu o tapa e escondeu a mão. Na madrugada de hoje, dia 23, editou a medida provisória 927/2020, que, na sua origem, obrigava trabalhadoras e trabalhadores a fazerem uma escolha cruel: ou se submetiam ao risco de  infecção com o coronavírus, expondo sua saúde e de sua família, ou aceitavam a suspensão do contrato de trabalho por 4 meses, sem salário. É escolher a doença ou a fome e o desemprego.

Bolsonaro e Guedes são tão ou mais perigosos que o vírus que provoca uma crise sanitária de escala global. O próprio ministro da Saúde prevê que em abril o sistema de saúde entrará em colapso. Esse é um dos resultados da emenda constitucional 95/2016, que retirou mais de R$ 20 bilhões da saúde e fechou centenas de leitos hospitalares em todo o país. Por isso, a revogação da EC 95 é fundamental, para fortalecer o SUS e os serviços públicos.

Um governo realmente preocupado com o povo deveria priorizar a manutenção dos salários e dos empregos e condições para os serviços públicos e os trabalhadores da área da saúde enfrentarem essa pandemia.

A MP 927/2020 recebeu prontamente o rechaço de centrais sindicais, da Anamatra e todos aqueles que estão comprometidos com a defesa dos direitos. Bolsonaro recuou, por ora, do corte de salários por 4 meses. Mas ele não irá parar por aí; este é um governo incapaz de defender o país e já deu mostras disso. O governo Bolsonaro não desistirá de tentar reduzir os salários dos trabalhadores do setor público e privado.

Todos e todas nas janelas no barulhaço das 20h30min, hoje, 23 de março!

Fortaleça nosso sindicato, juntos podemos vencer a doença e o governo!

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