Nota oficial: Sintrajufe/RS responde a jornalista da Rádio Bandeirantes que prega o fim da JT


17.Fevereiro.2020 - 14h13min

Milton Cardoso, da Rádio Bandeirantes, atacou a Justiça do Trabalho e os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras durante transmissão do dia 11 de fevereiro. No áudio, o jornalista aborda a questão dos gastos da Justiça do Trabalho e faz analogias e malabarismos argumentativos na tentativa de pregar o fim da legislação trabalhista brasileira e do sistema de resguardo de direitos. O Sintrajufe/RS manifesta seu repúdio aos ataques do radialista à instituição Justiça do Trabalho e, como tal, aos seus servidores e servidoras e aos direitos do conjunto dos trabalhadores.

Não por acaso, o fim da JT é uma das bandeiras defendidas pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Os ataques aos servidores e servidoras têm se tornado frequentes na administração Bolsonaro e recebem adesão de parte da grande imprensa. Milton Cardoso chega a reforçar o insulto proferido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e chama os servidores públicos da JT de “parasitas”. Abusando da interpretação sobre os números relativos aos ganhos e custos anuais, o jornalista ataca a JT.

O que o comentarista parece não entender é que a Justiça do Trabalho tem uma função pedagógica e garantidora do direito, para além dos ganhos dos processos. Não se trata apenas de dinheiro, o serviço público brasileiro tem como uma de suas principais atribuições atender às necessidades da população e resguardar seus direitos. A JT inibe os excessos e a exploração dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras e é fundamental para a democracia.

Acabar com a JT é uma velha pauta de parte da direita brasileira que se aproveita da situação de precariedade de grande parte dos trabalhadores e trabalhadoras, além do elevado número de desempregados, para propagar medidas que favorecem apenas aos grandes empresários do país. Desde a aprovação da reforma trabalhista, durante o governo Michel Temer (MDB), em 2017, a informalidade e a desigualdade socioeconômica aumentaram no país. Quem prega o fim do direito trabalhista defende a crescente instabilidade laboral, que coloca os trabalhadores e as trabalhadoras em situações de exploração.

O comentarista também faz apologia ao desespero dos desempregados e das desempregadas que optam por migrar, muitas vezes em troca de comida e salários baixos. Usar o argumento do direito trabalhista como motivação primária para a migração é negar a realidade que impulsiona os fluxos migratórios, principalmente em um país que mantém uma elevada taxa de desemprego e crescente desigualdade social.

O Sintrajufe/RS seguirá defendendo a existência de uma Justiça do Trabalho voltada para a garantia dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Em meio a um contexto global de ataques contra direitos e precarização, é necessário proteger qualquer ponto de apoio contra a sanha dos donos do poder econômico por aumentarem a exploração. Não é por acaso que formadores de opinião alinhados com esses setores defendam o fim da Justiça do Trabalho, assim como não é por acaso que os trabalhadores e as entidades que os representam reivindiquem o fortalecimento da JT.

    Veja também

    Últimas Notícias

    Clique aqui e cadastre-se para receber nossos INFORMATIVOS

    cadastre-se

    Faça seu Login

    Troca de Usuário

    Recuperar Senha / Primeiro acesso

    O e-mail foi enviado com sucesso.

    Ocorreu um erro no envio.