Nos dias 10 e 11 de dezembro, Sintrajufe/RS realiza primeira edição da Feira de Natal da Economia Solidária e Feminista


29.Novembro.2019 - 19h25min

No Sintrajufe/RS, com respeito ao trabalho de quem dele sobrevive e com responsabilidade social e ecológica que entendemos que todas e todos devemos ter, buscamos dar visibilidade a à economia solidária e a outras formas de se pensar a circulação e o consumo. Por isso, nos dias 10 e 11 de dezembro, o sindicato realiza a primeira edição da Feira de Natal da Economia Solidária e Feminista, das ativistas dos movimentos sociais e de algumas terceirizadas de Porto alegre.

Durante a feira, sempre às 20h e às 21h, teremos bate papo de 30 minutos sobre: reciclagem, PANCs (plantas alimentícias não convencionaais), economia solidária feminista, além de oficinas de Kombucha (bebida obtida tradicionalmente a partir da fermentação do chá adoçado). Serão vendidos produtos artesanais, muitos deles feitos com a reciclagem do lixo produzido pela indústria predatória, confeccionados e comercializados como forma de subsistência e de resistência à logica atual de consumo.

Bonecas negras, colares e brincos, mandalas, suportes, canecas personalizadas, aventais, camisetas e sacolas de tecido com temáticas sociais, brinquedos e suportes de garrafas pet ou bombonas, sachês aromáticos, essências de aromaterapia e muitas outras coisas.

Serviço:

Quando: dias 10 e 11 de dezembro, das 17h às 22h

Onde: no Salão Multicultural Alê Junqueira, na sede do Sintrajufe/RS (Marcílio Dias, 660)

Uma outra forma de consumo é possível! Você já pensou nisso?

Diariamente, os meios de comunicação nos bombardeiam com campanhas publicitárias que buscam nos convencer de que temos necessidade de determinados produtos.

Nosso imaginário vai sendo construído por imagens positivas que modulam nosso desejo sobre as coisas: que água é mais refrescante, que refrigerante me faz mais feliz, que carro me faz poderosa, que perfume me torna sedutor.

Por trás deste padrão de publicidade, uma imensidão de produtos, muitas vezes inúteis, vão sendo consumidos a partir do desejo construído, e junto com eles compramos lixo, muito lixo.

Duvida?

Observe o resíduo descartado na hora que você guarda as compras do supermercado:

- O bolo está sobre uma embalagem de isopor, enrolado em filme plástico, com uma sacola também plastica entorno dele;

- O queijo é enrolado em filme, muitas vezes com cada fatia separada por uma lâmina de plástico, por fora uma embalagem também plástica que é jogada na sacola do mesmo material;

- O celular vem numa caixinha de papelão duro, com cada componente separado em plástico, fechado por uma tira de metal revestida com plástico. Dentro da caixinha, engenhosas dobras de papelão colorido que separam cada componente, tudo numa sacola de papelão com a logomarca da empresa.

Compre um pão de queijo no shopping para ver o que vai receber no balcão: uma embalagem de isopor, dois sachês (mostarda e ketchup), dois ou três guardanapos, dentro de uma sacola plástica! E tudo que você queria era comer um pão de queijo!

Plástico, papelão, papel, metal, isopor: lixo! Vendidos - sim, nós pagamos por eles - sem nos darem a opção de dizer não.

O mesmo vale para roupas, eletrodomésticos, móveis, eletrônicos, bens de consumo: a indústria produz e nos convence de que precisamos comprar, nos empurrando, na compra, produtos que jamais imaginamos consumir.

Você já se perguntou a que custo? Você se questiona sobre o que fazer para mudar isso e dar uma chance ao planeta?

O que é economia solidária e feminista?

A economia solidária não é somente um modo de produção coletiva; é, sim, uma forma de ver o mundo, construindo possibilidades de não exploração do trabalho dos outros e de respeito aos recursos ambientais naturais.

As mulheres são a maioria na economia solidária, mas existem cooperativas mistas e muitos homens também trabalham nesta lógica.

No último período, o movimento de mulheres tem reivindicado o conceito de “economia solidária feminista” como forma de demarcar a importância do trabalho das milhares de mulheres que vivem do artesanato nas mais diversas áreas, rural e urbana. Trabalho feito fora do mercado formal, usando saberes ancestrais e fruto dos cuidados realizados no dia a dia, desvalorizados pelo "mercado" e apropriado pela indústria, muitas vezes às custas do trabalho infantil ou análogo à escravidão.

Vivemos em um período de grande incentivo ao consumo desmedido, as datas comemorativas, sejam religiosas como natal, páscoa, dia das mães, ou as datas políticas como 8 de março, o dia do orgulho gay ou da consciência negra, se tornaram datas de "possibilidades" para o mercado que, se apropriando da pauta, transforma esses marcos em produtos.

Participe da Feira de Natal do Sintrajufe/RS! Uma outra forma de consumo é possível!

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