Plenária nacional das 3 esferas e das estatais aprova calendário de mobilização que inicia já em 2019


26.Novembro.2019 - 19h13min

Reunidos nesta terça-feira, 26, no Teatro dos Bancários em Brasília, a partir do chamado das centrais sindicais (CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB) mais de 200 sindicalistas dos serviços públicos das 3 esferas e das estatais discutiram um calendário comum para enfrentar o Plano Brasil Mais de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, bem como os ataques  dos governadores e prefeitos nos estados e municípios.

Dada a importância desta iniciativa, o Sintrajufe/RS enviou uma delegação com quatro dirigentes para acompanhar a atividade e divulgar a experiência de unificação da luta que já se desenvolve no Rio Grande do Sul. A mobilização colocou na rua mais de 20 mil pessoas no dia 14 de novembro e  deve colocar outros milhares no ato convocado para hoje, 26.

Repercutiram no evento as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que dos Estados Unidos respondeu às declarações de Lula para o povo ocupar as ruas em defesa dos direitos com a ameaça de volta do AI-5, dando prosseguimento às declarações de um dos filhos de Bolsonaro, poucos dias atrás. Guedes não mira somente no ex-presidente, mas tenta atemorizar os movimentos que começam a se levantar contra o desmantelamento dos direitos patrocinado pelo governo Bolsonaro.

Se hoje Guedes só ameaça os petroleiros que iniciaram sua greve nesta segunda-feira (25) dizendo que “se a Petrobrás fosse empresa privada e com greve, eu demitiria os grevistas”, o TST partiu para a ação prática. O ministro Ives Gandra Martins Filho determinou a suspensão das mensalidades pagas pelos empregados para sustentar os sindicatos até que seja alcançado o valor das multas. Determinou também o bloqueio de R$ 2 milhões das contas dos 13 sindicatos envolvidos na greve e da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A última vez que a Justiça autorizou um bloqueio desse tipo foi na greve de 1999.

Diversos dirigentes de centrais, confederações, federações e sindicatos se sucederam em falas que convergiram para o entendimento de que nenhuma categoria isoladamente vai conseguir derrotar a ofensiva do governo e garantir um futuro para os serviços públicos.

Manifesto denuncia precarização dos serviços e privatizações

Não bastasse a EC 95/2016 que congela o orçamento por 20 anos, a proibição de contratações coloca em risco serviços básicos como a saúde e a educação. As entidades presentes aprovaram um manifesto que denuncia os ataques aos Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial em atendimento à população.

Da mesma forma, foram condenadas as privatizações das estatais e chamada a mobilização em defesa da Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Correios e Eletrobras. Até a Casa da Moeda pode ser liquidada, lembraram os sindicalistas.

O documento ainda reprova a proposta de acabar com a estabilidade e reduzir os salários em até 25%, e alerta que estas medidas afetam o atendimento da população e abrem caminho para indicações em cargos feitas por vereadores, deputados e senadores.

Pontos do Plano de ação unitário já começa em 2019

  1. Construir frentes, como a gaúcha, das 3 esferas e das estatais nos estados para organização de mobilizações comuns;

  2. Divulgação do manifesto aprovado;

  3. Unificar o trabalho parlamentar contra as PECs no Congresso Nacional;

  4. Articular aprovação nas Assembleias e Câmaras Municipais moções em defesa dos serviços públicos e das estatais;

  5. Articular frentes parlamentares;

  6. Realizar de 2 a 6 de dezembro uma semana de agitação e panfletagem contra a MP 905, as PECs 186, 187 e 188 e o pacote de ajuste de Guedes;

  7. Reforçar o dia 8 de março, dia internacional das mulheres;

  8. Indicar o dia 18 de março como uma data nacional de greves, protestos e paralisações;

  9. Indicação às centrais sindicais a necessidade de uma greve geral.

 

Na avaliação do diretor Marcelo Carlini, que participou do encontro junto com Clarice Camargo, Ramiro Lopes e Mara Weber, a centralização nacional da luta contra o pacote deve combinar o diálogo com as categorias, o convencimento dos colegas que ainda não acreditam que Bolsonaro e Guedes estão dispostos a fazer o que anunciaram e a conversa com a população que depende dos serviços públicos. Neste combate, toda a ajuda das centrais, dos parlamentares e dos partidos comprometidos com o povo é bem vinda.

Já a diretora Mara Weber alerta que a mobilização unificada, com paralisações e greves, marcada para o dia 18 de março deve contar com o apoio da população. Temos que demonstrar que os ataques de Bolsonaro irão deixar milhões de brasileiros sem saúde, educação e justiça.

Dia 5/12, Frente de Servidores gaúchos convoca novo ato unitário

No Rio Grande do Sul, a Frente dos Servidores Públicos já convocou um novo ato estadual, em Porto Alegre para o dia 5/12. Embalado pela greve histórica dos educadores gaúchos desde o dia 14 de novembro e pela adesão ao movimento por outras categorias no dia 26 de novembro, o ato de dezembro tem tudo para ser uma das maiores mobilizações de 2019.

O Sintrajufe/RS, que participa da Frente com outras categorias estaduais e municipais, convocará e participará desta atividade, preparando a luta unificada no ano que se aproxima.

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