Contra ataques ao serviço público, policiais civis anunciam paralisação nos dias 13 e 14; Sintrajufe/RS realiza assembleia na próxima segunda, 11


06.Novembro.2019 - 15h50min

Foto: Guilherme Santos / Sul 21

A integração entre os ataques de Jair Bolsonaro (PSL) e Eduardo Leite (PSDB) aos serviços públicos exige dos servidores o mesmo tipo de unificação na luta. Para isso, o dia 14 de novembro será decisivo, motivo pelo qual as diversas categorias do funcionalismo municipal, estadual e federal começam a preparar a participação na mobilização. Nessa terça-feira, 5, os policiais civis decidiram paralisar os trabalhos nos dias 13 e 14. No caso dos trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União, o Sintrajufe/RS convocou assembleia geral para a próxima segunda-feira, 11.

Eduardo Leite aplica políticas de Bolsonaro

A Ugeirm, sindicato que representa os policiais civis, tem como alvo principal o pacote anunciado por Leite e que mexe, entre outras coisas, na carreira e na Previdência dos servidores públicos estaduais: “Frente a essa realidade, a única atitude que os Policiais Civis podem tomar é essa: paralisar as suas atividades, demonstrando à população o que esse pacote significa na verdade, que é a destruição dos serviços públicos e, particularmente, da Segurança Pública. Esse é um primeiro passo, para uma reação que pode chegar até mesmo a uma greve por tempo indeterminado”, destaca a Ugeirm. Os colegas do Judiciário Estadual também estão em greve e mais categorias podem confirmar paralisações para o dia 14, inclusive os trabalhadores da educação.

Pacote de maldades de Bolsonaro e Guedes

No âmbito federal, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregaram ao Congresso nessa terça um pacote de maldades que avança sobre o serviço público por todos os lados. As medidas propostas abrem caminho para redução de salários, congelamento de progressões, concursos públicos e desvinculação de recursos para saúde e educação. Um ataque aos servidores, mas também à maioria da população, que depende de serviços públicos de qualidade.

O governo pretende, logo adiante, acabar com a estabilidade dos servidores, o que traz duas consequências imediatas: enfraquecimento da imparcialidade no serviço público, com abertura de espaço para apadrinhamentos e indicações de amigos e aliados políticos; e redução do quadro de servidores, já combalido por esvaziamentos já efetivados e projetados – conforme relatório do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), o quadro hoje é menor do que em 1991 (hoje são 600 mil servidores federais, contra 630 mil em 1991) e 120 mil desses trabalhadores já têm condições de se aposentar. Com a emenda constitucional 95, somada à política do atual governo, as perspectivas de reposição desses cargos são cada vez menores, o que gera precarização do trabalho dos servidores e piora a qualidade dos serviços oferecidos à população.

No dia 14, todos às ruas!

Na luta por reverter esse processo, servidores municipais, estaduais e federais estarão mobilizados no dia 14, decisão tomada em reunião da Frente dos Servidores Públicos. Além das mobilizações de cada categoria, um grande ato unificado está marcado para as 13h30min, no Largo Glênio Peres.

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