Depois da Previdência, Jair Bolsonaro (PSL) já começa a colocar em andamento seu próximo golpe contra os trabalhadores


22.Outubro.2019 - 19h32min

Conforme reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta terça, 22, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a tramitação fatiada da reforma administrativa, que teria itens tramitando como projetos de lei, outros como proposta de emenda à Constituição, outros como atos normativos ou decretos. Os textos já foram trabalhados no ministério da Economia, mas, conforme o jornal O Estado de S. Paulo, dependem do aval de Jair Bolsonaro (PSL). Como o presidente está em viagem à Ásia, que deve durar até o final do mês, o lançamento oficial da proposta e a entrega dos textos ao Congresso ainda têm datas incertas. Mas Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, já avisou que, se o governo aceitar, a discussão pode começar mesmo sem o envio dos textos, a partir de projetos e propostas que já estão no parlamento.

Conforme a Folha, e como já noticiamos nos meios de comunicação do Sintrajufe/RS, a ideia do governo é modificar toda a estrutura do serviço público, atacando os servidores – e, por consequência, a qualidade do serviço prestado – por todos os lados.

A Folha aponta que, já na seleção, a proposta é de passar a incluir entrevistas e dinâmicas de grupo – o que tornaria o processo menos impessoal e mais subjetivo, abrindo margem para indicações pessoais, troca de favores e, no limite, corrupção já na seleção de novos servidores. O governo também quer mudar a forma de vínculo entre Estado e servidores, criando novas formas que não incluam estabilidade – mais uma forma de ataque à impessoalidade do serviço público e, assim, às garantias democráticas.

Também está prevista a redução no número de carreiras do Executivo (de 117 para no máximo 30) para possibilitar que os servidores possam ser movimentados com mais facilidade entre diferentes funções de acordo com a necessidade. Além disso, o ministério discute medidas como a redução dos salários de entrada e extinção da progressão automática por tempo de serviço. Ou seja: mais precarização, sobrecarga de trabalho e dependência das chefias e menos salário.

Como no caso da reforma da Previdência, também na reforma administrativa o governo e as principais forças do Legislativo estão empenhados em aplicar as medidas de ajuste. Ao que tudo indica, o FMI e o Banco Mundial voltaram a dar as cartas no Brasil.

Sintrajufe/RS participa de reunião de servidores das três esferas para avaliar a situação e tomar iniciativas comuns

Na próxima sexta-feira, 25, diretores do Sintrajufe/RS irão se reunir com outros sindicalistas das três esferas para avaliar iniciativas comuns que somem forças para o enfrentamento dos projetos de Eduardo Leite (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). O único caminho é seguir o exemplo de alguns de nossos vizinhos, como os equatorianos e os chilenos, que têm enfrentado nas ruas políticas do mesmo tipo e conquistado vitórias fundamentais contra os governos que atacam os direitos do povo; é a luta pela democracia que precisa tomar as ruas.

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