Marcha das Margaridas reúne mais de 100 mil manifestantes em Brasília, com participação da categoria


19.Agosto.2019 - 18h03min

Mais de 100 mil pessoas participaram, no dia 14, da sexta edição da Marcha das Margaridas, em Brasília, que teve como lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. Organizada por mulheres do campo, das florestas e das águas, a Marcha contou também com a presença de trabalhadoras urbanas e teve como um dos eixos de luta a defesa da Previdência pública, além de defesa do meio ambiente, dos direitos das trabalhadoras rurais e do fim da violência no campo, entre outros. As mulheres do Judiciário Federal, do Ministério Público da União e do Judiciário Estadual de vários estados estavam entre as manifestantes, e o Sintrajufe/RS, além de apoiar o envio de um ônibus com trabalhadoras do Rio Grande do Sul, enviou duas representantes.

A Marcha é realizada a cada quatro anos e seu nome homenageia a trabalhadora rural paraibana Margarida Alves. Ela foi a primeira mulher a presidir um sindicato de trabalhadores rurais no Brasil; foi assassinada a mando de usineiros em 1983, aos 50 anos, na frente de casa. A Marcha faz parte da agenda permanente do movimento sindical de trabalhadoras rurais e de movimentos feministas do Brasil. São sem-terra, agricultoras familiares, acampadas, assentadas, assalariadas, trabalhadoras rurais, artesãs, extrativistas, quebradeiras de coco, seringueiras, pescadoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas.

Nas edições anteriores, a organização da Marcha das Margaridas entregou sua pauta ao governo federal. Neste ano, pela primeira vez, representantes da Marcha não foram recebidas oficialmente pelo governo e pelo Congresso Nacional para entregar as reivindicações. Também pela primeira vez, a atividade não teve caráter de negociação, mas de contestação.

A atividade contou com a presença de mulheres de todos os estados brasileiros e de quase 30 países. As colegas do RS Arlene Barcellos e Roberta Vieira participaram pela primeira vez da Marcha. Segundo elas, foi emocionante e muito impactante estarem presentes, envolvidas por uma multidão de mulheres organizadas, em luta por seus direitos.

Atividades começaram no dia anterior

No dia 13, Brasília já estava tomada pelas Margaridas, que se alojaram, em sua maioria, no Pavilhão de Exposições, do Parque da Cidade. Nesse dia, colegas do Judiciário Federal e do MPU participaram de atividades com foco na luta contra a reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria digna. Na parte da manhã, as colegas realizaram uma roda de conversa na sede da Fenajufe, sobre as consequências da PEC 6/2019 e os impactos com relação às mulheres.

Sintrajufe/RS, com informações de Fenajufe e Brasil de Fato

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