Senador com maior fortuna declarada é o relator da reforma da Previdência na CCJ do Senado


15.Agosto.2019 - 16h47min

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi definido, dia 8, como relator da proposta de emenda à Constituição 6/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, apresentada por Jair Bolsonaro (PSL). A CCJ também definiu que nos dias 19, 20, 22 e 23 de agosto serão realizadas audiências públicas sobre o tema. A previsão é de que a votação na comissão ocorra no início de setembro.

Entre os 81 senadores brasileiros, Jereissati é o que tem a maior fortuna declarada à Justiça Eleitoral, mais de R$ 389 milhões. É um dos fundadores do Grupo Jereissati, responsável por uma das maiores redes de shopping centers do país, o Iguatemi. O tucano anunciou que vai trabalhar pela manutenção da quase totalidade da matéria aprovada pela Câmara. Ironicamente, Jereissati, empresário milionário, usa o discurso de “fim de privilégios” de categorias de trabalhadores como justificativa para defender a reforma.

Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, “a retirada dos direitos previdenciários é feita pelos ricos para os ricos. Por conta da polarização política existente no Brasil, muita gente que será prejudicada com a reforma da previdência passou a defendê-la. No fundo, essa reforma só é boa para o sistema financeiro. Pobres, classe média, todos perdem. Profissionais liberais, pequenos e médios empresários também serão atingidos negativamente, porque o governo está retirando quase R$ 1 trilhão da economia nos próximos dez anos, então esses profissionais vão vender pra quem? Muitos quebrarão. Essa reforma da Previdência consiste em uma medida recessiva em uma economia que já está em crise. A tendência é que haja um empobrecimento ainda maior dos brasileiros nos próximos anos”.

Para não esquecer: veja os deputados que votaram contra a sua aposentadoria

Entre 7 e 8 de agosto, em meio à liberação, por parte do governo, de milhões de reais em emendas aos parlamentares, a Câmara dos Deputados votou, em segundo turno, a reforma da Previdência. A reforma da previdência foi aprovada por 370 a favor e 124 contrários. Da bancada do Rio Grande do Sul, composta por 31 deputados, 22 votaram a favor da proposta do governo e contra a aposentadoria digna de milhões de brasileiros; 9 votaram contra (veja no final do texto).

O Sintrajufe/RS, desde março, foi presença constante da Câmara, com o envio de diretores e caravanas, em um trabalho de pressão sobre os parlamentares, explicando os malefícios contidos na PEC 6/2019, que afetará, diretamente, de forma mais grave, os mais pobres e os servidores públicos. O sindicato realizou uma campanha de outdoors, denunciando os deputados federais do estado que votaram contra os trabalhadores em primeiro turno. A campanha foi aprovada pela categoria em votação eletrônica no site.

Veja os deputados gaúchos que contra a reforma da Previdência:

Afonso Motta (PDT)

Bohn Gass (PT)

Fernanda Melchionna (Psol)

Heitor Schuch (PSB)

Henrique Fontana (PT)

Marcon (PT)

Maria do Rosário (PT) 

Paulo Pimenta (PT)

Pompeo de Mattos (PDT)

Veja os deputados gaúchos que votaram a favor da reforma da Previdência e contra os trabalhadores:

Afonso Hamm (PP)

Alceu Moreira (MDB)

Bibo Nunes (PSL)

Carlos Gomes (PRB)

Daniel Trzeciak (PSDB)

Danrlei de Deus (PSD)

Darcísio Perondi (MDB)

Giovani Cherini (PL)

Giovani Feltes (MDB)

Jerônimo Goergen (PP)

Liziane Bayer (PSB)

Lucas Redecker (PSDB)

Marcel van Hattem (Novo)

Marcelo Moraes (PTB)

Marlon Santos (PDT)

Maurício Dziedricki (PTB)

Márcio Biolchi (MDB)

Nereu Crispim (PSL)

Onyx Lorenzoni (DEM)

Pedro Westphalen (PP)

Sanderson (PSL)

Santini (PTB)

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