Previdência: em meio a novas liberações de emendas e negociatas, governo e Maia tentam votar reforma em segundo turno ainda nesta sexta


12.Julho.2019 - 12h28min

Na última quarta-feira, 10, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto-base da reforma da Previdência. Desde a aprovação, o governo e o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) tentam garantir que a votação em segundo turno seja feita ainda antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Para isso, tentam votar os destaques ao texto, mas enfrentam algumas dificuldades graças à atuação dos parlamentares de oposição.

Destaques já aprovados

A disputa em torno dos destaques tem sido acirrada desde a noite de quarta-feira. Dois dos destaques aprovados, por exemplo, reduzem um pouco o problema, embora o ataque continue sendo brutal e sem precedentes no Brasil: o tempo mínimo de contribuição pra homens foi de 20 (texto-base) para 15 anos e o tempo de contribuição das mulheres para receber 100% da contribuição foi de 40 pra 35 anos. Além disso, destaque aprovado retirou do texto a possibilidade de que viúvas recebam menos de um salário mínimo de pensão – essa possibilidade existia no texto-base para os casos em que a pensão não é a única fonte de renda da família. Algumas categorias de policiais também conseguiram suavizar as mudanças de regras.

Para encerrar o primeiro turno, os deputados precisam ainda analisar ao menos sete destaques. O plano inicial do Maia era terminar a votação dos destaques na madrugada passada. No entanto, o quórum no plenário foi caindo com o avançar da hora, e ele decidiu encerrar a sessão para tentar dificultar a aprovação de mais mudanças.

Luta para derrotar íntegra da reforma continua

Porém, nada disso muda o terrível ataque que a reforma representa para os trabalhadores. Maia e o governo, aliados desde que as verbas começaram a jorrar, buscam impedir a aprovação de mais destaques e manter cada uma das maldades da reforma. Na manhã desta sexta, o presidente da Câmara reuniu-se em sua residência oficial com lideranças partidárias para tentar garantir a votação em segundo turno ainda nesta sexta, enviando, então, a matéria ao Senado.

Seguindo a estratégia do governo de comprar os votos dos parlamentares com muito dinheiro público, nessa quinta-feira foram liberados mais R$ 154 milhões em emendas. Apenas nos últimos três dias esse volume já alcançou R$ 1,7 bilhão.

O Sintrajufe/RS esteve em Brasília desde o início da semana, onde acompanhou a votação e buscou diálogo com parlamentares para tentar derrotar a reforma. Essa luta, que tem sido travada pelo sindicato junto a outras entidades desde o início da tramitação, na capital e no Rio Grande do Sul, irá seguir, independentemente do resultado da votação em segundo turno.

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