30M: tsunami da Educação ganha nova onda; em Porto Alegre e Brasília, Sintrajufe/RS esteve nos protestos em defesa da Educação e da Previdência


31.Maio.2019 - 17h43min

Pela segunda vez no mês de maio, as ruas de todo o Brasil foram ocupadas por manifestantes em defesa da Educação e da Previdência. No 30 de maio (30M), o "tsunami da Educação", como vem sendo chamada a sequência de protestos contra os cortes na área promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), teve mais um dia intenso: em mais de 130 cidades de todo o Brasil, grandes atos demonstraram a indignação dos brasileiros contra o governo. Em Porto Alegre e Brasília, o Sintrajufe/RS participou das atividades.

Os protestos deram continuidade às grandes mobilizações que já haviam sido realizadas no dia 15 de maio. A pauta central da onda de manifestações é a defesa da Educação, contra os cortes de investimentos que o governo federal vem realizando para fazer sobrar mais dinheiro para abastecer o mercado financeiro e os bancos. No mesmo pacote de pautas dos manifestantes entra a defesa da autonomia universitária e da valorização da ciência, constantemente sob ataque desde que Bolsonaro assumiu a Presidência. Ao mesmo tempo, a luta contra a reforma da Previdência também faz parte das mobilizações, o que se expressa em faixas, cartazes e cânticos, afirmando a Previdência pública como um direito dos trabalhadores que não pode ser negociado. Nesse sentido, as manifestações de maio serviram também como uma preparação para a greve geral marcada para o dia 14 de junho, assim como uma demonstração de que, nessa data, é possível parar o país em defesa da aposentadoria.

Em Porto Alegre, milhares de pessoas estiveram novamente nas ruas. A concentração foi no final da tarde, na Esquina Democrática, embora diversos setores sociais já estivessem desde antes na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faced/Ufrgs), de onde saíram por volta das 17h30 em direção ao Centro. Após algumas falas e quando diversas quadras da avenida Borges de Medeiros já estavam ocupadas pelos manifestantes, a caminhada principal saiu em duas direções: um grupo partiu em direção à avenida Mauá, seguindo pelo Túnel da Conceição e passando novamente pela Faced, enquanto outro grupo desceu diretamente a Borges de Medeiros em direção à avenida Loureiro da Silva. Após as caminhadas, ambas as marchas convergiram para o Largo Zumbi dos Palmares.

 

Diretores do Sintrajufe/RS e colegas da categoria estiveram na manifestação, destacando a luta contra a reforma da Previdência. A caminhada teve cânticos já tradicionais, como "somos o povo e esses cortes nós vamos derrubar", alternados com os novos "tira essa arma da mão e valoriza a Educação". Como já ocorrera no dia 15, os chamados por "quem apoia, pisca a luz" foram prontamente atendidos em muitos apartamentos no caminho da marcha. A crítica à reforma da Previdência também esteve presente nos cartazes e nas vozes dos manifestantes: "eu não vou trabalhar até morrer", cantaram em diversos momentos. Em Brasília, a caravana do Sintrajufe/RS, enviada à capital federal para acompanhar o julgamento dos quintos (que acabou adiado) e pressionar os parlamentares na luta contra a reforma da Previdência, também participou do ato do #30M.  

 

O próximo grande dia de mobilizações será 14 de junho, com a greve geral convocada por todas as centrais sindicais. As grandes mobilizações de maio mostraram que podemos entrar em junho com força total e, com uma greve geral potente, derrotar a reforma da Previdência e os ataques do governo à Educação.

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