#15M: Brasil vai às ruas em defesa da Educação; Sintrajufe/RS participou de ato histórico em Porto Alegre e Brasília


16.Maio.2019 - 18h46min

Após chamar quem defende a Educação de "idiotas úteis", Bolsonaro e seu governo viram-se acuados, nessa quarta-feira, 15, por um Brasil com as ruas ocupadas contra o contingenciamento feito pelo governo na Educação Superior e Infantil. Mais de 1 milhão de pessoas estiveram nos protestos que tomaram mais de 200 cidades em todos os estados, incluindo todas as capitais. Em Porto Alegre e Brasília, o Sintrajufe/RS participou dos atos unificados que reuniram dezenas de milhares de estudantes e trabalhadores e que também trouxeram como pauta a defesa da Previdência pública.

Em diversas partes do país, já na parte da manhã e no início da tarde, protestos reuniram milhares de pessoas. Foi o caso de Brasília, onde mais de 50 mil pessoas foram às ruas. O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que acompanha na capital federal a tramitação da reforma da Previdência e de projetos de interesse da categoria, participou do ato público. Para ele, “foi um grande dia de luta, um dia histórico; o tsunami da educação tomou o Brasil para dizer a Bolsonaro que não vamos aceitar os cortes na educação”. Na avaliação do dirigente, “se alguém ainda tinha dúvidas de nossa força e até onde podemos chegar, o dia de hoje parece ter deixado claro: nós podemos e vamos derrotar os cortes na educação e o ataque à Previdência”. Cristiano lembrou que as mobilizações desse dia 15 foram um “esquenta" para a greve geral: “no dia 14 de junho, o Brasil vai parar”.

Em Porto Alegre, durante todo o dia, houve concentração na Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). No meio da tarde, manifestantes começaram a reunir-se, ao mesmo tempo, na Faced, na Pucrs e na Esquina Democrática, para onde estava marcado o ato principal. Por volta das 17h, boa parte dos estudantes e dos trabalhadores que estavam na Esquina Democrática saíram em marcha rumo à Faced, onde "buscaram" os demais manifestantes e retornaram ao Centro. Nesse momento, a mobilização já somava cerca de 30 mil pessoas.

Na Esquina Democrática, com presença de representantes da direção do Sintrajufe/RS e de colegas do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul, desenvolveu-se o ato unificado em defesa da Educação. Lideranças, especialmente estudantis, alternaram-se ao microfone, mas o tom do ato foi dado, de fato, do chão, com baterias, gritos, cânticos e cartazes. O Sintrajufe/RS levou ao ato uma faixa contra a reforma da Previdência, outra pauta que surgiu nas falas, nas palavras de ordem e em cartazes levados pelos manifestantes. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem dito que novos cortes podem acontecer, especialmente se a reforma da Previdência não for aprovada logo.

"Tira a arma da mão e valoriza a Educação"

Cantos como "Tira a arma da mão e valoriza a Educação" e "Eu não vou trabalhar até morrer" construíram o cenário sonoro que esteve combinado com uma grande multiplicidade de cartazes, lembrando, em volume e simbologias, as grandes manifestações de 2013. Dessa vez, porém, com mais organização e direcionamento e reunindo trabalhadores e juventude em uma luta que, como cantaram os manifestantes, unificou. E unificou mesmo com quem não estava na caminhada: como em 2013, muitos buzinaços e luzes piscando nas janelas manifestaram apoio ao protesto.

Ao mesmo tempo, ocorriam grandes manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro, outras duas capitais onde os atos principais haviam sido marcados para o final da tarde. Todas essas atividades e protestos foram, também, uma demonstração de que a greve geral do dia 14 de junho pode ser vitoriosa contra a reforma da Previdência. O enfrentamento aos ataques do governo está se dando nas ruas e conta com grande participação e a simpatia da população. Tanto a reforma da Previdência quanto os cortes na Educação são rejeitados pelos brasileiros, e essa rejeição começa a ser expressa crescemente nas ruas. Novos atos pela Educação já estão sendo chamados para o dia 30 de maio.

Nesta quinta-feira, 16, o Sintrajufe/RS realiza assembleia geral que terá, entre outras pautas, a participação na greve geral de junho como tema de debate.

Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, que participou do protesto, “quando um governo ataca a educação, também está retirando perspectivas e sonhos da juventude. Isso é muito grave. No entanto, foi emocionante ver os jovens nas ruas defendendo a educação e dando o recado de que não aceitarão ataques à educação. Isso nos enche de esperança em um Brasil um pouco menos injusto. O ato também teve como mote a defesa da Previdência pública, uma vez que o governo está utilizando esse contingenciamento do orçamento da educação inclusive para fazer chantagem para obter a aprovação da reforma da Previdência. Agora temos que nos manter mobilizados e parar o Brasil na greve geral do dia 14 de junho”.

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