14 de maio é Dia de Conscientização sobre a Apraxia da Fala na Infância


14.Maio.2019 - 17h27min

Em vários países, entre eles o Brasil, 14 de maio é o Dia de Conscientização sobre a Apraxia de Fala na Infância (AFI). Apraxia da fala é um distúrbio neurológico que interfere nos movimentos que produzem os sons linguísticos. Trata-se de uma perturbação motora da fala que acomete crianças ou adultos. Os sintomas podem ser notados a partir dos 2 anos de idade. Em geral, a criança tem uma fala bastante limitada e pouco clara. Atinge cerca de uma ou duas crianças em cada mil.

 

A pessoa que apresenta apraxia mantém o seu raciocínio preservado. Portanto, ela pensa no que quer dizer, mas não é capaz de converter o pensamento em palavras. O cérebro dá o comando para falar, mas o estímulo não é concluído. É como se a comunicação entre o cérebro e a boca estivesse comprometida.

 

Bebê quietinho

 

Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, da NeuroKinder, crianças com apraxia da fala podem ser descritas como silenciosas, já que não se envolvem facilmente nos jogos vocais e nas brincadeiras de imitar os sons. “Percebemos um atraso na emissão dos primeiros vocábulos, que estão presentes normalmente por volta dos 12 meses, podendo aparecer só após os 19 meses. Quando pensamos em combinação das primeiras palavras, pode demorar ainda mais e só acontecer por volta dos 33 meses, quando o normal seria aos 24 meses”, afirma a neuropediatra.

 

A criança com apraxia da fala tem a audição normal, usa expressões faciais, gestos, sons não verbais, vocábulos isolados e frases sociais com objetivo de comunicar-se. De acordo com a fonoaudióloga Ana Carolina Pacheco, não há anormalidade estrutural ou paralisia do mecanismo oral que justifique a ausência da fala.

 

Sinais da apraxia de fala

 

Além da característica de ser um bebê quietinho, com um balbucio limitado ou pouco variado, podem ser sinais de apraxia:

 

- Repertório reduzido de fonemas (sons);

 

- Troca de palavras de forma inconsistente, como chamar a chupeta de ‘pu’ e depois de ‘ba’. Quanto maior a palavra, maior será dificuldade;

 

- Monotonia e lentidão da fala;

 

- Perda de palavras já usadas, ou seja, a criança conseguir falar uma palavra e não repeti-la;

 

- Dificuldades para mandar beijos, sorrir, movimentar a língua para cima, fazer bico e assoprar.

 

Tratamento

 

A terapia fonoaudiológica é a melhor opção para ajudar o paciente a dominar o controle voluntário para programar a posição correta dos órgãos fonoarticulatórios, para produzir corretamente os fonemas e as palavras. “A evolução do tratamento da apraxia da fala é lenta e requer muita dedicação do paciente, do profissional terapeuta e principalmente da família, já que são dados exercícios que devem ser praticados intensivamente, durante todos os dias. Cada criança irá responder de uma maneira ao tratamento. Outro ponto é que quando há outros transtornos associados à apraxia o resultado também é variável”, explica Ana Carolina.

 

Sintrajufe/RS, com informações dos sites Acesse e Médico Responde.

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