Agora é greve geral: todos na rua contra a reforma da Previdência no dia 14 de junho


09.Maio.2019 - 18h00min

O próximo dia 14 de junho, uma sexta-feira, promete ser histórico para a classe trabalhadora brasileira. Está marcada, para a data, uma greve geral contra a reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes, com atos previstos em todo o país.

Na próxima semana, 16 de maio, os colegas do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no RS vão deliberar sobre sua participação na greve, em assembleia geral convocada pelo Sintrajufe/RS. A assembleia começa às 19h, na sede do sindicato (Marcílio Dias, 660).

Em 2017, com a realização de duas greves em abril e junho, inclusive com massiva participação da categoria em Porto Alegre, os trabalhadores derrubaram a reforma da Previdência de Temer, que, derrotado, desistiu da pauta meses depois. Por isso, a avaliação é que a luta unificada é o principal meio para mostrar ao governo e aos deputados que os cidadãos brasileiros não aceitam o desmonte da Previdência, que é um patrimônio dos brasileiros.

Antes da greve geral nacional, diversas categorias vão paralisar as atividades na greve nacional da Educação, que ocorre na próxima quarta-feira, 15 de maio. A paralisação é contra o corte de investimentos anunciado pelo governo, contra a perseguição ideológica aos profissionais da área e contra a reforma da Previdência. É fundamental, neste momento, unificar a luta contra os retrocessos e a retirada de direitos trabalhistas e sociais em curso no país.

Reforma representa retrocesso irreparável

Capitaneada pelo ultraliberal Paulo Guedes, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019 já está em tramitação no Congresso e só beneficia os bancos e o mercado financeiro. Não são poucos os motivos para ir às ruas contra esse retrocesso.

O site Almanaque SOS, por exemplo, citou 21 razões, utilizando dados e estudos como o da Fundação Getúlio Vargas, que mostrou que o problema econômico do Brasil não é a Previdência Social e sim a conta de juros. Os números mostram que, só no ano passado, foram pagos R$ 380 bilhões em juros da dívida pública.

Já a Unafisco, associação dos auditores fiscais da Receita Federal, concluiu que o faturamento médio anual das instituições financeiras que integrassem o sistema de capitalização pretendido pelo governo poderia chegar a R$ 388 bilhões.

O governo diz querer combater privilégios com a reforma, mas os fatos mostram que a parcela de 1% de milionários e bilionários do país não será afetada, já que as grandes fortunas, os lucros e os dividendos seguem sem tributação. Enquanto isso, o próprio governo admite que mais de 80% da “economia” projetada em dez anos será às custas justamente dos mais pobres: trabalhadores da iniciativa privada, os beneficiários do abono salarial (trabalhadores que recebem até dois salários mínimos) e os idosos ou pessoas com deficiência em situação de miserabilidade que recebem um salário mínimo a título de Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Mobilização já começou

O Sintrajufe/RS vem acompanhando a tramitação da matéria e, quase semanalmente, envia representantes a Brasília, para conversar com os deputados federais, sobretudo da bancada gaúcha, contra a reforma da Previdência. Junto à categoria, o sindicato vem participando de diversos atos em defesa da Previdência. Campanhas informativas e abaixo-assinados também vêm sendo realizados.

Com a proposta ainda mais agressiva de Bolsonaro, é hora de unirmos esforços junto às demais entidades na mobilização popular. Não aceitamos o fim da Previdência pública brasileira. A Previdência é patrimônio dos brasileiros!

Calendário de luta

15 de maio - greve nacional da Educação

16 de maio - assembleia geral da categoria

14 de junho - greve geral contra a reforma da Previdência

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