Contra a reforma da Previdência: Sintrajufe/RS retoma trabalho de pressão em Brasília


07.Maio.2019 - 19h08min
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Nesta semana, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida está em Brasília, retomando o trabalho do sindicato de pressão sobre os parlamentares contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019, de reforma da Previdência. Desde final de março, o sindicato tem sido presença constante na capital federal, conversando com deputados e buscando votos contra a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

No início da tarde desta terça-feira, 7, estava previsto debate na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, da Câmara dos Deputados, com o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. O tema seriam os impactos da PEC 6/2019 sobre a população idosa, mas o debate foi cancelado. Nesta quarta-feira, 8, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve participar da primeira audiência pública sobre a reforma, realizada pela comissão especial da Câmara.

O dia foi marcado pela dificuldade em conversar com os parlamentares, sobretudo os da base do governo e do chamado "Centrão", que, explica Ruy, “estão neste momento blocados em aprovar a reforma da Previdência”. Uma das táticas do governo e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para reduzir a pressão sobre a base de apoio da PEC 6/2019 é intensificar o aparato de segurança para barrar o acesso dos trabalhadores a esses deputados.

Comissão especial realiza primeira reunião

A comissão especial da reforma da Previdência realizou, nesta terça, sua primeira reunião, na qual foi definido o método de funcionamento. Serão entre dez e quinze sessões de debates e, depois, haverá a confecção de um relatório, que será levado a votação na comissão. Se for aprovado relatório favorável à PEC, ela segue ao plenário, onde deve ser votada em dois turnos. “Diante do forte esquema de segurança montado pela Câmara, não tivemos acesso ao plenário onde ocorreu a sessão. Há relatos de assessores de deputados que também não conseguiram acessar. Vale tudo para blindar os deputados que estão a favor da reforma. Isso só reforça a necessidade de aumentarmos a pressão”, afirmou Ruy.

Ao final da reunião, Ruy conseguiu falar com o deputado Henrique Fontana (PT-RS) e com a deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP), membros da comissão. Fontana afirmou que o trabalho da oposição na comissão não é de obstruir os debates, mas obstruir a votação. A oposição já apresentou requerimento para que haja audiências públicas em todas as capitais dos estados para discutir a reforma. Fontana garantiu que haverá audiência no Rio Grande do Sul. Será um momento importante, no qual será preciso garantir mobilização máxima, afirmou o diretor do Sintrajufe/RS. Sâmia ressaltou que a mobilização contra a reforma tem que ser muito forte, com pressão sobre os deputados. Ela advertiu que é preciso “não cair nesta armadilha das emendas, que muitas vezes dá a impressão de que é um meio para solucionar um problema, mas a reforma de conjunto é muito problemática, porque prejudica os mais pobres e pode, inclusive, piorar a situação da economia do país. Então, contem com a nossa batalha na luta contra a reforma da Previdência”.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) também falou com o dirigente sindical. Ela ressaltou que “é muito importante essa mobilização que o Sintrajufe/RS está fazendo”, em Brasília e no Rio Grande do Sul. A parlamentar reforçou que é preciso construir um amplo calendário de mobilização e afirmou que “a luta pela Previdência social pública é também enfrentar este governo, que começa os ataques contra as universidades”.

Ruy ressalta que, no dia 15 de maio, Greve Nacional da Educação, “precisamos estar na rua com estudantes e educadores e, dia 16, teremos assembleia na qual vamos pautar a participação da categoria na greve geral”.

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