Dia do Trabalhador unificado aponta greve geral dia 14 de junho


02.Maio.2019 - 17h46min

Milhares de trabalhadores foram às ruas em todo o Brasil nesta quarta-feira, 1º de maio, dia dos trabalhadores, em defesa da Previdência pública e contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas em curso no país. O Sintrajufe/RS esteve presente nas manifestações que ocorreram em Porto Alegre e em São Paulo, convocadas pelas centrais sindicais.

Na capital do Rio Grande do Sul, o ato unificado levou milhares de trabalhadores à Orla do Guaíba. Na tarde ensolarada, a manifestação encheu a avenida Edvaldo Pereira Paiva de bandeiras das centrais e de entidades sindicais, demonstrando, mais uma vez, a unidade da classe trabalhadora contra o desmonte da Previdência proposta por Bolsonaro (PSL). 

O ato teve início com apresentações musicais na rótula das Cuias, de onde os manifestantes seguiram em passeata até a rótula do Gasômetro. Em seguida, ao microfone, manifestantes ressaltaram a importância de união da classe trabalhadora em defesa da Previdência e também lembrando o alto índice de desemprego no país (13 milhões de pessoas), o que prova que o argumento de que a retirada de direitos, como foi a reforma trabalhista de Temer, não gera empregos.

O Sintrajufe/RS também esteve no ato realizado em São Paulo, que lotou o vale do Anhangabaú no centro da cidade. Vários dirigentes do sindicato estiveram nesta semana em Águas de Lindóia (SP), participando do 10º Congresso da Fenajufe (Congrejufe), e não deixaram de participar desse importante dia de luta.

Centrais decidem por greve geral dia 14 de junho

A atividade do Dia do Trabalhador foi preparatória para a greve geral, decidida pelas centrais sindicais e aprovada pelos trabalhadores que participaram de atos por todo o Brasil em 1º de maio. O Sintrajufe/RS realiza assembleia geral da categoria no dia 16 de maio, onde os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União decidirão sobre a sua participação na greve geral do dia 14 de junho.

A proposta de Bolsonaro não traz qualquer benefício para o povo e só favorece os bancos e o mercado financeiro. Na própria exposição de motivos da PEC, o governo aponta que mais de 80% da “economia” em dez anos projetada com essa “reforma” sairá justamente dos que ganham menos: dos trabalhadores da iniciativa privada, dos beneficiários do abono salarial (trabalhadores que recebem até dois salários mínimos) e das pessoas com deficiência ou idosas em situação de miserabilidade que recebem um salário mínimo de Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

Apesar de ter aprovado a PEC 6/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, escondendo dados sobre a Previdência, o governo teve que fazer concessões. Além disso, mostra que está totalmente comprometido com a “velha política” que dizia que combateria, pois já está oferecendo R$ 40 milhões em emendas para os deputados federais que votarem “sim” a esse crime contra o povo brasileiro.

    Veja também

    Últimas Notícias

    Clique aqui e cadastre-se para receber nossos INFORMATIVOS

    cadastre-se

    Faça seu Login

    Recuperar Senha / Primeiro acesso

    O e-mail foi enviado com sucesso.

    Ocorreu um erro no envio.