Pressão em Brasília: Sintrajufe/RS contata deputados para que votem contra a reforma da previdência


15.Abril.2019 - 19h21min

Diretor Rafael Scherer e deputada Liziane Bayer (PSB-RS)  

Nesta semana, o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer está em Brasília, mantendo contato com deputados federais, em uma ação de pressão contra a proposta de Jair Bolsonaro (PSL) de desmonte da Previdência. Desde final de março, o sindicato tem sido presença constante na capital federal, realizando contatos com deputados de vários estados e partidos, embora priorizando os representantes do Rio Grande do Sul.

 

Deputado Heitor Schuch (PSB-RS)

 

Os deputados do PSB gaúcho Liziane Bayer e Heitor Schuch afirmaram ao dirigente sindical que o partido votará contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019. Segundo explicaram, há muitos pontos de discordância quanto à PEC e criticaram especialmente as mudanças no Benefício de Proteção Continuada (BPC), os prejuízos aos trabalhadores rurais, a retirada da Constituição dos itens referentes à Previdência e a introdução do regime de capitalização. Por tudo isso, o partido votará contra o texto.

 

Jorge Ramos, assessor do deputado Bibo Nunes (PSL-RS)

Outro contato feito por Rafael foi com o gabinete do deputado Bibo Nunes (PSL). A informação passada pelo assessor Jorge Ramos é que o deputado, filiado ao partido de Jair Bolsonaro, votará a favor da reforma. Ainda assim, Ramos ressaltou que "deve mudar" a proposta de transição dos servidores que possuem integralidade e paridade, que pelo texto inicial ocorre apenas com perda de direitos. O dirigente sindical também contatou o gabinete do deputado Marcon (PT). De acordo com o assessor Benhur Borba Freitas, o partido já fechou questão e votará contra a reforma da Previdência.

Rafael Scherer destaca que, durante as conversas, a avaliação é de que o governo está longe de contar com os votos suficientes para aprovar a PEC 6/2019 na Câmara dos Deputados. Segundo os parlamentares e asessores, hoje o governo não teria nem 100 votos a favor da PEC 6/2019, quando são necessários 308 para que a reforma seja aprovada no plenário da Câmara. Isso mostra que o governo tem problemas, afirma Rafael, ressaltando que é importante manter todas as ações possíveis contra a proposta: participação em mobilizações, atos públicos, corpo a corpo com parlamentares. Também são ações importantes assinar e divulgar o abaixo-assinado nacional, mandar e-mail para os deputados gaúchos e votar, na enquete da Câmara, contra a PEC.

CCJ da Câmara decide analisar PEC do orçamento antes da reforma da Previdência

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados decidiu, nesta segunda-feira, 15, discutir a chamada PEC do orçamento (PEC 2/2015) antes de debater a reforma da Previdência. A PEC obriga o governo federal a executar todos os investimentos previstos no Orçamento e a pagar as emendas parlamentares de bancada, reduzindo as possibilidades de remanejamento dos recursos. A PEC já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas, como os senadores modificaram o texto, o projeto voltou para nova análise dos deputados.

 

 

Benhur Borba, assessor do deputado Marcon (PT-RS)

Originalmente, a pauta na CCJ previa como primeiro item de discussão a reforma da Previdência. Desde semana passada, porém, os partidos do chamado "Centrão" (PP, PSDB, PR, PRB, DEM e Solidariedade) passaram a articular o adiamento do debate, enquanto o governo tentava justamente antecipar a votação na CCJ.

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