Sintrajufe/RS atua em Brasília contra a reforma da previdência; relator apresenta parecer favorável à reforma na CCJ da Câmara


10.Abril.2019 - 19h04min

Nessa terça-feira, 9, o relator da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentou parecer pela admissibilidade da PEC 6/2019, proposta de reforma da previdência apresentada por Jair Bolsonaro (PSL), que acaba com a Previdência pública brasileira. Após a leitura, foi concedido pedido de vista pelo prazo de duas sessões, o que adiará a votação para a semana que vem. O diretor do Sintrajufe/RS Rodrigo Mércio está em Brasília, atuando contra a aprovação da proposta.

Vale lembrar que, em 2017, Michel Temer (MDB) tentou empurrar uma reforma da Previdência que acabou derrotada pela mobilização dos trabalhadores. Na ocasião, o deputado Marcelo Freitas fez duras críticas à proposta. Agora, o parlamentar, que é do mesmo partido de Bolsonaro, mudou totalmente de posição, ainda que a proposta de Bolsonaro seja mais perversa que a de Temer.

Sintrajufe/RS mantém presença constante no Congresso nacional

Desde final de março, o Sintrajufe/RS tem estado semanalmente em Brasília, atuando contra a reforma da Previdência. Em contato com parlamentares, os dirigentes sindicais pressionam em busca de votos contrários à PEC 6/2019.

Ao contrário do relator, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que já havia sido contatado pelo sindicato anteriormente, apresentou voto em separado, manifestando posição contra a reforma da Previdência de Bolsonaro. Segundo Rodrigo Mércio, o voto demarca, com dados técnicos, a inconstitucionalidade da maior parte da PEC 6/2019. De acordo com o dirigente, isso também mostra que “a luta de todos deve ser para impedir a reforma como um todo, pois o conjunto dela acaba com o sonho de uma aposentadoria digna e com o sistema de previdência pública”.

Rodrigo também abordou o deputado Danrlei de Deus (PSD-RS), que afirmou ainda não ter posição definida sobre a proposta. Segundo o deputado, muita coisa será mudada na proposta do governo, como as regras em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), trabalhadores rurais e capitalização. Segundo o parlamentar, ele vai esperar as alterações no projeto para declarar o seu voto, mas já adiantou que só vota a favor da reforma da Previdência se ela valer também para os militares.

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