Dia Azul: no sexto ano consecutivo, Sintrajufe/RS realiza ação de conscientização sobre o autismo


02.Abril.2019 - 15h50min

 

Em 2019, pelo sexto ano consecutivo, o Sintrajufe/RS realizou uma ação em 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Funcionários e diretores vestiram azul, com o objetivo de dar visibilidade ao transtorno do espectro autista (TEA). A data foi instituída em 2008 pela Organização das Nações Unidas.

A cor azul foi escolhida porque acreditava-se que havia muito maior incidência de meninos no espectro do que meninas, o que vem sendo revisto nos últimos anos. Acreditava-se que a proporção era de 5 meninos para 1 menina autista; novos dados mostram que essa relação pode ser de 3 por 1. Estima-se que 1 a cada 160 crianças em todo o mundo tenha TEA, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). É mais comum do que se pensa; atinge mais pessoas do que os casos infantis de câncer, diabetes e Aids somados.

As causas do autismo ainda não são totalmente conhecidas; sabe-se que se deve, possivelmente, a fatores multifatoriais, incluindo genética e ambiente. Algumas das principais características são o comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos e estereotipados, que podem variar desde as formas mais leves até as mais graves.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de crianças de 0 a 13 anos no Brasil é de 38,5 milhões; cerca de 241 mil crianças seriam autistas no país. A estimativa, contudo, é que o número seja muito maior, chegando, de acordo com especialistas, a 2 milhões de brasileiros. A causa para a discrepância dos dois dados é a dificuldade em se obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O professor doutor em educação e especialista em autismo Eugênio Cunha explica que “é mito falar que o autismo é uma doença. É um transtorno. Também é falso dizer que o autista não tem afetividade e que não gosta de pessoas”. Além disso, o professor frisa que, ao longo da vida, o autista sempre aprende, “independentemente do nível do comprometimento. A questão é como ensinar. Ele tem empatia e suas próprias dimensões afetivas, mas a sociedade tem que entender essa maneira de se expressar que o autista tem”, ressaltou. Os principais sintomas são a dificuldade de interação social, dificuldade de comunicação, e “forma literal de agir”, inflexível, com baixa aceitação de mudanças na rotina.

Não há cura ou tratamentos específicos, mas o diagnóstico precoce e um acompanhamento digno são importantes para que os autistas alcancem seu potencial máximo. Os medicamentos podem ser utilizados para tratar outras condições relacionadas, como hiperatividade, estereotipias e autoagressão.

O fundamental, como, de resto, para qualquer pessoa, é o respeito, o contato, a integração, a garantia de direitos e dignidade para autistas e suas famílias, que muitas vezes são isolados do convívio com amigos e parentes. O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é um bom momento para refletir sobre como nos relacionamos com a diversidade.

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