No Congresso Nacional, Sintrajufe/RS pressiona deputados contra a reforma da Previdência


28.Março.2019 - 17h42min

Nesta quinta-feira, 28, o Sintrajufe/RS, representado pelo diretor Cristiano Moreira, continua em Brasília atuando contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O dirigente está desde terça-feira, 26, na capital federal, fazendo contatos com parlamentares, em um trabalho de pressão e convencimento sobre o ataque aos trabalhadores que representa a PEC 6/2019.

 

Dia conturbado para o governo na Câmara

Aparentemente alheio à crise que forma no Congresso Nacional, Bolsonaro segue “governando” pelo Twitter, trocando farpas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia chegou a dizer, em entrevista, que Bolsonaro deve “parar de brincar de ser presidente e sentar na cadeira dele”.

O dia de ontem foi conturbado, especialmente pela presença na Câmara dos ministros da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ambos foram muito criticados pelos parlamentares pelo que são consideradas reiteradas trapalhadas e declarações desastrosas em apenas três meses de governo. Também repercutiu negativamente, inclusive junto à base aliada, o fato de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter se recusado a debater a reforma da Previdência na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). “Bolsonaro parece preferir mesmo o Twitter e segue sem articulação política nenhuma”, avaliou Cristiano Moreira.

 

Base aliada longe da coesão para aprovar reforma de Guedes/Bolsonaro

Nos contatos com parlamentares, mesmo de partidos da base do governo e que defendem a necessidade de reforma, há críticas a vários pontos do projeto de Paulo Guedes. O chamado Centrão, que reúne partidos como DEM, MDB, PSD, PP, PR, PTB e PRB, publicou uma nota criticando as restrições ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural.

De acordo com Cristiano, “temos plena ciência de que a maioria dos deputados eleitos defende a retirada de nossos direitos previdenciários, mas esse tipo de divergência é um dado relevante nessa disputa, especialmente com o ministro da Economia ameaçando deixar o cargo se a reforma for desnaturada. A queda rápida de popularidade do presidente tuiteiro, como era esperado, lhe traz prejuízos no Congresso”.

Congresso manda "recados" a Bolsonaro

O boato de que o Centrão poderia apostar na proposta de reforma da Previdência de Michel Temer (MDB), que está pronta para ir à votação no plenário, foi avaliado mais como uma ameaça para alertar o governo Bolsonaro. Isso pode significar que esses parlamentares estão tentando vender mais caro seu apoio à PEC 6/2019, o que costuma ser resolvido com cargos e liberação de emendas e vai contra o discurso do governo de que vai acabar com a “velha política”.

Os trabalhadores precisam estar atentos a todas as possibilidades e não se pode descartar um movimento assim em meio à crise. Deputados de oposição avaliam também que a crise política dá mais tempo para fortalecer a mobilização e aumenta as chances de derrotar a reforma, por mais difícil que seja esse desafio.

Greve geral é necessidade para derrotar a reforma

Desde fevereiro, quando o governo apresentou a PEC 6/2019, está no horizonte a necessidade de se construir uma grande geral. É importante lembrar que, em 2017, a maior greve geral da história do Brasil derrotou a reforma de Temer. Cristiano alerta que “não podemos subestimar nosso inimigo: há disputas no andar de cima, mas a radicalização do ajuste e a retirada de direitos os unifica. Precisamos também da máxima unidade entre nós contra o criminoso projeto de reforma de Bolsonaro. É necessário dar seguimento e aumentar a mobilização”. O dirigente lembra que, o Dia Nacional de Lutas, em 22 de março, mostrou, em todo o Brasil, que há espaço na classe trabalhadora para um movimento de maiores proporções: “a greve geral não é apenas possível, mas necessária!”.

Talíria Petroni (PSOL)

 

 

 

Pompeo de Mattos (PDT)

 

Molon (PSB)

 

Rubens Bueno (PPS)  

Paulinho da Força (Solidariedade)

 

 

Giovani Feltes (MDB)

 

 

Marcelo Freixo (PSOL)

 

 

Fernanda Melchiona (PSOL)

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