Em reunião no Sintrajufe/RS, Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência reativa mobilização e marca plenária para 27 de fevereiro


23.Janeiro.2019 - 14h34min

Foi realizada na tarde dessa terça-feira, 22, a primeira reunião de 2019 do Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência, do qual o Sintrajufe/RS faz parte. O encontro foi realizado na sede do sindicato e contou com mais de vinte entidades presentes, preparando uma das grandes lutas projetadas para o ano que está começando: a defesa do direito à aposentadoria. A principal deliberação foi a marcação de uma plenária conjunta no dia 27 de fevereiro, ainda sem local confirmado. Nesta quinta, o Fórum realiza seu primeiro ato do ano, a partir das 11h, na Esquina Democrática, em Porto Alegre.

Ameaças

Desde a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seus assessores mais próximos têm apontado a reforma da Previdência como uma prioridade absoluta do governo. Em diversas declarações, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vêm, desde a posse, apontando que a reforma será um dos primeiros projetos enviados pelo governo ao Congresso. Ainda não está claro, porém, que tipo de proposta será apresentada – a mesma de Michel Temer (MDB), derrotada pelas ruas; mudanças ainda mais profundas do que as de Temer, que Onyx chegou a chamar de "remendo"; ou até mesmo a implementação de um regime de capitalização, defendido pelo ministro da Economia Paulo Guedes. De qualquer forma, o que se sabe é que a proposta que virá estará a serviço do mercado financeiro, dos bancos e contra os trabalhadores, seguindo o caminho de retirada de direitos a que Bolsonaro tem dado continuidade após o fim do governo Temer.

Com esse cenário em vista, as entidades e movimentos que compõem o Fórum retomaram as atividades paralisadas desde a vitória frente à reforma da Previdência proposta por Temer, no ano passado. Na reunião, foram apresentados e discutidos os calendários de luta que estão sendo construídos em diversas instâncias locais e nacionais, como o ato marcado para esta quinta em Porto Alegre, as mobilizações em defesa da Justiça do Trabalho que acontecem em Brasília no dia 5 de fevereiro e as jornadas de lutas das mulheres previstas para março, com destaque para os dias 8 e 14 daquele mês.

Debate: os riscos da reforma e a necessidade de diálogo com a população

Nas diversas falas que se sucederam na reunião, buscando-se construir os melhores caminhos de luta para o próximo período, os presentes manifestaram preocupação com a possibilidade de realização de mudanças previdenciárias via Medidas Provisórias, além da proposta geral de alteração constitucional. Também discutiram os riscos da implementação de um regime de capitalização, como defende Paulo Guedes, aos moldes do aplicado no Chile pela ditadura de Augusto Pinochet, que tem levado os idosos chilenos à miséria. Esteve em pauta, ainda, a necessidade de apoiar a luta contra possíveis ameaças à Previdência estadual.

Foi ressaltada a importância de estreitar o diálogo com as categorias e com o conjunto da população, discutindo-se temas como os efeitos de uma possível reforma e a falsidade da alegação de déficit previdenciário que tem sustentado a defesa do governo. Ir às bases e, ao mesmo tempo, ampliar a luta, relacionando-se com outras entidades e movimentos, são tarefas a que os presentes se propuseram.

Deliberações: plenária, interiorização, manifesto e comissões

Ao final da reunião, foram deliberadas as seguintes ações:

- Plenária conjunta no dia 27 de fevereiro, ainda sem local definido, integrando as categorias na mobilização contra a reforma da Previdência;

- Interiorização das mobilizações a partir das entidades;

- Reativação das comissões jurídica e de comunicação do Fórum de maneira a fortalecer a luta nessas frentes;

- Elaboração de um manifesto conjunto a ser lançado no dia 27 de fevereiro, na plenária.

Além disso, foi apontada a possibilidade de construção de um seminário sobre a Previdência, tema que voltará a ser discutido em outras reuniões e na plenária de fevereiro.

O Fórum

O Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência foi criado em janeiro de 2017, quando começava a tramitar a reforma da Previdência apresentada por Michel Temer (MDB). Desde lá, o Fórum, reunindo dezenas de entidades, foi protagonista, junto com as centrais sindicais, da resistência frente à proposta do governo. Realizou diversos atos públicos em Porto Alegre, atuou em Brasília e também judicialmente, conseguindo, inclusive, barrar por alguns dias a propaganda governista sobre a reforma, que trazia informações mentirosas.

Realizando também plenárias de mobilização e debates, o Fórum vem construindo a fundamental unidade para combater os retrocessos que antes eram representados por Temer e agora o são pelo novo governo, de Jair Bolsonaro (PSL). Com as lutas de 2017 e 2018, foi possível barrar a reforma da Previdência de Temer. Em 2019, toda essa força conjunta precisará ser colocada novamente nas ruas para derrotar Bolsonaro.

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