Mulheres protagonizam ato histórico em Porto Alegre: 50 mil contra o fascismo


01.Outubro.2018 - 18h58min

O dia 29 de setembro de 2018 vai entrar para a história. Foi o dia em que, em todo o Brasil e no exterior, as mulheres convocaram atos públicos chamados de #EleNão, contra o fascismo e o retrocesso. A atividade foi convocada por um movimento que reúne cerca de três milhões de mulheres no Facebook e que sofreu ações de hackers, perseguições e difamações. Elas continuaram e, no sábado, mostraram sua força.

Na Redenção, em Porto Alegre, mais de 50 mil pessoas atenderam ao chamado. Bandeiras de vários partidos, pessoas sem partido, mulheres, crianças, idosos. Artistas se revezaram com apresentações de música e teatro de rua. No carro de som, mulheres, representantes LGBT, negros, trabalhadores, estudantes, grupos atacados por uma das candidaturas à presidência da República, revezaram-se para falar sobre a necessidade de barrar a intolerância. Em várias cidades do Rio Grande do Sul e no restante do Brasil, aconteceram atos #EleNão. Estavam marcadas mais de 60 manifestações. Também houve protestos em países como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália, França e Suíça. 

Colegas do Judiciário Federal estavam presentes em grande número. Alguns direto do I Seminário Sintrajufe/RS de Mulheres para o ato público. O Sintrajufe/RS levou faixas, bandeiras, mais uma vez presente em uma mobilização por direitos e contra a intolerância.

A diretora do sindicato Alessandra Krause estava animada e emocionada com o ato público. Para ela, as mulheres estão cada vez mais percebendo seu poder de mudança, “tomando consciência do poder que têm quando caminham juntas, fortalecendo-se como grupo”. O dia 29 de setembro de 2018, disse a dirigente, representa uma resposta ao machismo e à misoginia diários e o enfrentamento do que representam as propostas do candidato, que avalizou, em suas entrevistas, a manutenção da opressão às mulheres. A diretora do Sintrajufe/RS Camila Breda disse que este é um momento de unidade para combater a candidatura que representa o ódio: “nossa resistência não vai permitir a volta do período triste que foi a ditadura”.

Às 18h, começou a caminhada que percorreu ruas do bairro Cidade Baixa e terminou no Largo Zumbi dos Palmares. Foi um ato vibrante, alegre, com uma mensagem evidente: a alegria, a solidariedade e o respeito vencerão o ódio e a intolerância.

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