Em Triunfo, colegas da Justiça Eleitoral constroem parceria inédita com Apae


24.Agosto.2018 - 17h48min

No dia 20 de agosto, o TRE-RS, por meio da 133ª Zona Eleitoral, de Triunfo, e a Associação de Pais e Amigos dos Exepcionais (Apae) daquela cidade promoveram a jornada “Na Justiça Eleitoral, ser diferente é normal”. Foram debates e atividades que tiveram como objetivo a inclusão de alunos da Apae no processo eleitoral, como estímulo ao exercício dos direitos políticos desses cidadãos.

São 82 alunos da Apae potenciais eleitores, sendo que apenas quatro tinham título de eleitor, e a ação, iniciativa de diversos colegas da Justiça Eleitoral de Triunfo, teve painéis e atividades práticas para conscientizar sobre o direito ao voto e ao exercício pleno da cidadania. Elias Medeiros Vieira, colega da JE Triunfo que foi um dos organizadores da atividade, conta que a ideia surgiu a partir da aproximação entre a Zona Eleitoral (ZE) da cidade e a Apae, gerada pela horta orgânica criada na ZE e visitada por alunos de escolas públicas e da própria Associação. "Em conversas com a direção da APAE, constatamos que os alunos maiores não tinham título de eleitor, o que causou estranheza. São 82 alunos que são potenciais eleitores. Pela Lei de Inclusão, deveriam estar no exercício ativo dos direitos políticos, o que inclui o voto", conta Elias.

A partir daí, foi montada a jornada partindo do tema "ser diferente é normal". A atividade teve início com um painel teórico, sobre inclusão e exercício eleitoral, contando com a participação, inclusive, de representantes nacionais da Apae. Falou-se sobre o exercício do voto, a Lei de Inclusão, a Constituição, assim como os procedimentos práticos relacionados ao título de eleitor e ao voto. Esse debate foi feito com alunos e pais. Depois, realizou-se uma atividade prática, com uma eleição simulada, utilizando as urnas eletrônicas.

De acordo com Elias, a repercussão foi ótima. Ele conta que os alunos vibraram com a experiência: "Foi muito bom o momento porque eles descobriram que é fácil utilizar a urna, votar. Embora alguns não sejam alfabetizados, com os números e as fotos dos candidatos eles conseguem. Pela lei de inclusão, eles podem escolher, se tiverem alguma dificuldade, uma pessoa para ajudá-lo. Colocamos todo esse contexto pra eles para sentirem segurança", relata.

Elias conta que foi fechado um acordo com a Apae a partir do qual será instalada uma urna eleitoral na sede da Associação, com 100% de acessibilidade, já para as eleições de outubro. Depois, a JE realizará biometria na Apae para fazer o título de eleitor dos alunos. Toda essa experiência cidadã está servindo de exemplo nacionalmente: "já recebi ligações de dezenas de Apaes do Brasil inteiro para conhecer a experiência. Ela tem esse caráter inovador. Não tínhamos essa noção, fizemos um trabalho de formiguinha e que está sendo importante", conta Elias.

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