Argentinos dão o exemplo e tomam as ruas em protestos e greves contra a reforma da previdência


19.Dezembro.2017 - 13h49min

Contrários à proposta de reforma da previdência do governo de Maurício Macri, centrais sindicais e trabalhadores protestam há dias nas ruas de Buenos Aires e do interior da Argentina. Na semana passada, a votação chegou a ser suspensa após atos convocados por centrais sindicais reunirem milhares de manifestantes em frente ao Congresso argentino. As manifestações foram duramente reprimidas pela polícia, deixando ao menos uma centena de feridos e cerca de 80 detidos, segundo a Coordinadora contra la Represión Policial e Institucional. 

 

Na segunda, 18, houve grandes protestos e panelaços em todos os bairros da capital e em diferentes pontos do país. Colunas de pessoas vindas de diferentes áreas de Buenos Aires confluíram para a praça onde se localiza o Congresso, para expressar que rechaçavam o ajuste proposto pelo governo. Em vários bairros, foram registrados protestos. As marchas foram registradas durante toda a madrugada e, novamente, sofreram forte repressão policial. Enquanto os trabalhadores eram massacrados nas ruas, Macri decidiu se distanciar da área de confronto e foi jogar paddle, como se nada estivesse acontecendo.

 

Depois de 17 horas de debate legislativo e intensos protestos nas ruas, a reforma da Previdência foi aprovada pelo parlamento na manhã desta terça-feira, 19. A reforma foi aprovada por 128 votos a 116. A lei pretende modificar a fórmula de cálculo para as atualizações das pensões e elevar a idade de aposentadoria de 65 para 70 anos para os homens e de 60 para 63 anos para as mulheres. Estima-se que a modificação no cálculo das pensões atingirá 17 milhões de argentinos. 

 

Segundo os deputados de oposição, a reforma rebaixará valores de aposentadoria e prejudicará diversos programas sociais para 2018. “É um roubo histórico aos aposentados”, disse a deputada Nathalia González, que ressaltou que a reforma foi proposta para pagar a dívida externa em detrimento do bem-estar dos argentinos: “esse governo de ricos só quer beneficiar os ricos”.

 

Sintrajufe/RS, com informações de Carta Capital, Página 12, Telesur

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