Caravana do Sintrajufe/RS pressiona deputados em Brasília para que votem contra a reforma da Previdência


07.Dezembro.2017 - 17h41min

Nesta quarta e quinta, 6 e 7, a caravana do Sintrajufe/RS trabalhou no Congresso Nacional pressionando os deputados federais para que votem contra a reforma da Previdência. Os contatos estão sendo feitos, principalmente, com os parlamentares da bancada gaúcha cujos partidos se manifestaram a favor da reforma ou que ainda não divulgaram posição.

O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que está em Brasília, informa que, mesmo “jogando sujo, gastando muito dinheiro em propaganda mentirosa, o governo de Michel Temer (PMDB) ainda não conseguiu os 308 votos necessários para aprovação da reforma”. O governo vem comprando votos abertamente, por meio de liberação de recursos para emendas e oferta de cargos e pressionando as cúpulas dos partidos a fechar posição favorável e obrigar os deputados a seguir essa orientação.

Mesmo com esse jogo pesado, o governo não conseguiu que os partidos centralizem os deputados. Um exemplo é o PTB. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson – envolvido em vários escândalos de corrupção e uma das figuras centrais do Mensalão –, divulgou nota a favor da reforma, com determinação de que todos os parlamentares sigam essa posição. No entanto, nos contatos feitos, apurou-se a posição do deputado petebista gaúcho Sérgio Moraes contrária a reforma. Apesar de o PMDB ter fechado questão a favor da reforma, o deputado José Fogaça continua indeciso quanto ao voto. O restante da bancada gaúcha do PMDB deve votar favoravelmente à reforma e contra os trabalhadores. O deputado gaúcho Danrlei de Deus, do PSD, também afirmou que votará contra a reforma.

Os deputados gaúchos Covatti Filho e Afonso Hamm (ambos do PP) e Onyx Lorenzoni (DEM) disseram que votarão não à reforma da Previdência, mesmo contrariando as orientações de seus partidos. José Stédile e Heitor Schuch, do PSB, também declararam voto contrário à reforma. OS colegas ainda conversaram com o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que afirmou que a reforma da Previdência não será votada este ano, e que o governo, na sua avaliação, não tem nem 170 votos favoráveis à reforma, quando precisa de 308.

A dificuldade do governo, afirma Cristiano, tem relação direta com as mobilizações e a proximidade das eleições. “A pressão surtiu efeito”, ressalta Cristiano. Para o dirigente, o momento é de “ir para cima de um por um”, enviando e-mail, publicando no perfil no Facebook dos parlamentares, buscando contato direto nas bases eleitorais de cada um. Não pode haver dúvida: quem votar a favor da reforma não volta para novo mandato.

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