Substitutivo à reforma da Previdência mantém ataque aos servidores; entenda


24.Novembro.2017 - 18h24min

O deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, apresentou uma emenda do governo que altera a proposta em alguns pontos, mas mantém firmes os ataques aos servidores e ao serviço público. O novo texto reduz o tempo de contribuição na iniciativa privada de 25 (como constava na proposta original) para 15 anos e exclui todos os artigos relativos ao trabalhador rural e à concessão do benefício assistencial aos idosos e às pessoas com deficiência (BPC). Para o serviço público, segue o mesmo ataque em relação ao parecer que foi aprovado na comissão especial da Câmara.

Para aprovar a reforma, Michel Temer (PMDB) está investindo forte em propaganda e na compra de parlamentares. Os principais jornais do país estão noticiando que, nos próximos dias, o governo deve gastar mais R$ 14,5 bilhões em troca de votos pela aprovação da reforma. Esse valor inclui benesses a deputados e prefeitos que, em troca, deverão apoiar o fim do direito de milhões de brasileiros à aposentadoria. Some-se a esse gasto absurdo e antidemocrático as muitas outras liberações de recursos já feitas por Temer com a mesma motivação. E, ainda, o desperdício de dinheiro público em propagandas que objetivam convencer a população de que a reforma quer "combater privilégios", um deboche com o povo brasileiro, especialmente se lembrarmos que Temer se aposentou aos 55 anos.

Para combater essas práticas, a arma dos trabalhadores é a mobilização. Por isso, no dia 28 de novembro, será realizado um grande ato público em Brasília, reunindo diversos setores do funcionalismo público. Os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul irão participar com uma caravana que o Sintrajufe/RS enviará à capital federal.

Segundo o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, “esse substitutivo mantém o ataque contra os servidores públicos, sobretudo aqueles que estão mais próximos de se aposentar. Na prática continua inexistindo regra de transição para os servidores, porque os mais antigos, para manter os direitos à integralidade e à paridade, terão de trabalhar até os 62 anos (mulheres) ou 65 anos (homens). Vamos iniciar uma campanha combatendo as mentiras do governo, que busca jogar a opinião pública contra os servidores. E mais importante ainda é irmos às ruas para não deixar que no apagar das luzes de 2017 o governo consiga aprovar esse crime contra o povo brasileiro”.

Confira as mudanças AQUI 

Confira o substitutivo na íntegra AQUI

    Veja também

    Últimas Notícias

    Clique aqui e cadastre-se para receber nossos INFORMATIVOS

    cadastre-se

    Faça seu Login

    Recuperar Senha / Primeiro acesso

    O e-mail foi enviado com sucesso.

    Ocorreu um erro no envio.