Em ato no TRE-RS, categoria reafirma posição contrária à extinção das zonas eleitorais e pede saída de Gilmar Mendes


11.Outubro.2017 - 15h45min

Convocado como parte de um calendário nacional do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e da Fenajufe, um ato público nessa terça-feira, 10, reafirmou a posição da categoria contrária à extinção das zonas eleitorais. Abaixo de muita chuva, os colegas reuniram-se em frente ao TRE-RS, como fizeram servidores de outros estados em diversas partes do Brasil. Também houve paralisação em cidades do interior.

Mesmo com a forte chuva, o ato público estendeu-se pela tarde, e a pressão seguiria depois na sessão do Pleno do TRE-RS que votaria resolução sobre o tema, mas a votação acabou adiada para esta quarta-feira, 11. Aos gritos de “Fora Gilmar”, os colegas defenderam a manutenção das nove zonas eleitorais ameaçadas no Rio Grande do Sul e pediram a saída do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, que determinou, de forma arbitrária e autoritária, a extinção de centenas de zonas eleitorais em todo o país. Não é a primeira vez que Gilmar Mendes ataca os direitos dos trabalhadores e servidores públicos. Em decisão recente, Gilmar Mendes colocou em risco os quintos dos servidores, em uma clara afronta à segurança jurídica e à coisa julgada. Além disso, Gilmar busca acabar, no STF, com o direito dos servidores à incorporação dos 13,23%, além de ter sido o grande articulador da absolvição de Temer no TSE. Enquanto isso, o ministro se esbalda com empréstimos milionários do Bradesco.

Nas falas dos presentes, muita indignação frente aos ataques que as cúpulas do Executivo, Legislativo e Judiciário vêm desferindo contra os trabalhadores em geral e o serviço público em específico. A reforma da Previdência e as ameaças à estabilidade também foram citadas, embora o foco do ato e das falas tenha sido a luta contra a extinção das zonas eleitorais. Para os colegas, a extinção de zonas e cartórios eleitorais representam um ataque à própria democracia, uma vez que essa medida dificulta o acesso dos cidadãos à Justiça Eleitoral.

A união e a mobilização, destacaram todos, é a única maneira de enfrentar os desafios colocados pela atual conjuntura. Assim, o ato dessa terça constitui-se em um "aquecimento" para a grande mobilização nacional dos servidores públicos marcada para o dia 27 de outubro, quando os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul realizam paralisação de 24 horas e ato público em frente a Justiça Federal em Porto Alegre.

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