SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Diretor do Sintrajufe/RS participa de programa na Rádio Bandeirantes sobre o relatório da reforma da Previdência

No dia 13 de junho, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentou seu relatório sobre a reforma da Previdência. A apresentação do relatório deu iní­cio ao debate sobre a proposta na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o que o Sintrajufe/RS acompanha  presencialmente em Brasí­lia. Em Porto Alegre, o diretor do sindicato Rafael Scherer representou o Sintrajufe/RS no programa Boca no Trombone, na Rádio Bandeirantes, no último sábado, 22, em edição que tratou especificamente do relatório.

Acompanhe AQUI  a í­ntegra do programa.

Em suas intervenções, Rafael defendeu a continuidade da luta contra a reforma da Previdência. Ele lembrou que, quando da proposta de Michel Temer (MDB) de reforma da Previdência, Bolsonaro a caracterizou como “falta de humanidade” e agora, como presidente, defende uma reforma ainda pior para os trabalhadores. Para Rafael, o relatório apresentado por Samuel Moreira se aproxima do que era a reforma de Temer, o que também é ruim para a classe trabalhadora, já que, embora tenham sido retirados alguns pontoscomo o BPC, aposentadoria rural e capitalizaçãoa essência da reforma é mantida (caso da idade mí­nima). Assim, destacou, a proposta deve ser rejeitada pela população e no Congresso: “a maioria dos brasileiros rejeitava a reforma do Temer e deve seguir rejeitando a do Bolsonaro”, disse o diretor do Sintrajufe/RS.

Rafael destacou que a proposta atinge principalmente os mais pobres, de onde, conforme o próprio governo, sairá a maior parte da “economia”. Ao mesmo tempo, advertiu, caso seja aprovada a reforma irá agravar a crise econômica, gerando o mesmo efeito da reforma trabalhistaembora o governo afirmasse que a reforma levaria à geração de empregos, o que ocorreu foi o contrário. Nesse mesmo sentido, Rafael lembrou que o Sintrajufe/RS tem estado constantemente presente em Brasí­lia desde o iní­cio da tramitação da reforma, e que não se vê nenhuma movimentação no sentido de projetos do governo para gerar crescimento econômico e geração de emprego.

O dirigente defendeu que há alternativas reais à reforma que de fato gerariam economia e receita aos cofres públicos sem penalizar os trabalhadores, como a auditoria da dí­vida pública e a criação de um imposto sobre grandes fortunas. Na defesa dessas alternativas e na luta contra a reforma da Previdência, destacou Rafael, “a unidade está avançando”, como mostrou a greve geral do dia 14. Assim, conforme ressaltou, os trabalhadores devem manter a mobilização para defender o direito de todos à aposentadoria.