SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Dia do Trabalhador unificado aponta greve geral dia 14 de junho

Milhares de trabalhadores foram às ruas em todo o Brasil nesta quarta-feira, 1º de maio, dia dos trabalhadores, em defesa da Previdência pública e contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas em curso no paí­s. O Sintrajufe/RS esteve presente nas manifestações que ocorreram em Porto Alegre e em São Paulo, convocadas pelas centrais sindicais.

Na capital do Rio Grande do Sul, o ato unificado levou milhares de trabalhadores à Orla do Guaí­ba. Na tarde ensolarada, a manifestação encheu a avenida Edvaldo Pereira Paiva de bandeiras das centrais e de entidades sindicais, demonstrando, mais uma vez, a unidade da classe trabalhadora contra o desmonte da Previdência proposta por Bolsonaro (PSL). 

O ato teve iní­cio com apresentações musicais na rótula das Cuias, de onde os manifestantes seguiram em passeata até a rótula do Gasômetro. Em seguida, ao microfone, manifestantes ressaltaram a importância de união da classe trabalhadora em defesa da Previdência e também lembrando o alto í­ndice de desemprego no paí­s (13 milhões de pessoas), o que prova que o argumento de que a retirada de direitos, como foi a reforma trabalhista de Temer, não gera empregos.

O Sintrajufe/RS também esteve no ato realizado em São Paulo, que lotou o vale do Anhangabaú no centro da cidade. Vários dirigentes do sindicato estiveram nesta semana em águas de Lindóia (SP), participando do 10º Congresso da Fenajufe (Congrejufe), e não deixaram de participar desse importante dia de luta.

Centrais decidem por greve geral dia 14 de junho

A atividade do Dia do Trabalhador foi preparatória para a greve geral, decidida pelas centrais sindicais e aprovada pelos trabalhadores que participaram de atos por todo o Brasil em 1º de maio. O Sintrajufe/RS realiza assembleia geral da categoria no dia 16 de maio, onde os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União decidirão sobre a sua participação na greve geral do dia 14 de junho.

A proposta de Bolsonaro não traz qualquer benefí­cio para o povo e só favorece os bancos e o mercado financeiro. Na própria exposição de motivos da PEC, o governo aponta que mais de 80% da economia em dez anos projetada com essa reforma sairá justamente dos que ganham menos: dos trabalhadores da iniciativa privada, dos beneficiários do abono salarial (trabalhadores que recebem até dois salários mí­nimos) e das pessoas com deficiência ou idosas em situação de miserabilidade que recebem um salário mí­nimo de Benefí­cio de Prestação Continuada (BPC). 

Apesar de ter aprovado a PEC 6/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, escondendo dados sobre a Previdência, o governo teve que fazer concessões. Além disso, mostra que está totalmente comprometido com a velha polí­tica que dizia que combateria, pois já está oferecendo R$ 40 milhões em emendas para os deputados federais que votarem sim a esse crime contra o povo brasileiro.