SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

No Congresso Nacional, Sintrajufe/RS pressiona deputados contra a reforma da Previdência

Nesta quinta-feira, 28, o Sintrajufe/RS, representado pelo diretor Cristiano Moreira, continua em Brasí­lia atuando contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O dirigente está desde terça-feira, 26, na capital federal, fazendo contatos com parlamentares, em um trabalho de pressão e convencimento sobre o ataque aos trabalhadores que representa a PEC 6/2019.

Dia conturbado para o governo na Câmara

Aparentemente alheio à crise que forma no Congresso Nacional, Bolsonaro segue governando pelo Twitter, trocando farpas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia chegou a dizer, em entrevista, que Bolsonaro deve parar de brincar de ser presidente e sentar na cadeira dele .

O dia de ontem foi conturbado, especialmente pela presença na Câmara dos ministros da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ambos foram muito criticados pelos parlamentares pelo que são consideradas reiteradas trapalhadas e declarações desastrosas em apenas três meses de governo. Também repercutiu negativamente, inclusive junto à base aliada, o fato de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter se recusado a debater a reforma da Previdência na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Bolsonaro parece preferir mesmo o Twitter e segue sem articulação polí­tica nenhuma , avaliou Cristiano Moreira.

Base aliada longe da coesão para aprovar reforma de Guedes/Bolsonaro

Nos contatos com parlamentares, mesmo de partidos da base do governo e que defendem a necessidade de reforma, há crí­ticas a vários pontos do projeto de Paulo Guedes. O chamado Centrão, que reúne partidos como DEM, MDB, PSD, PP, PR, PTB e PRB, publicou uma nota criticando as restrições ao Benefí­cio de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural.

De acordo com Cristiano, temos plena ciência de que a maioria dos deputados eleitos defende a retirada de nossos direitos previdenciários, mas esse tipo de divergência é um dado relevante nessa disputa, especialmente com o ministro da Economia ameaçando deixar o cargo se a reforma for desnaturada. A queda rápida de popularidade do presidente tuiteiro, como era esperado, lhe traz prejuí­zos no Congresso .

Congresso manda “recados” a Bolsonaro

O boato de que o Centrão poderia apostar na proposta de reforma da Previdência de Michel Temer (MDB), que está pronta para ir à votação no plenário, foi avaliado mais como uma ameaça para alertar o governo Bolsonaro. Isso pode significar que esses parlamentares estão tentando vender mais caro seu apoio à PEC 6/2019, o que costuma ser resolvido com cargos e liberação de emendas e vai contra o discurso do governo de que vai acabar com a velha polí­tica .

Os trabalhadores precisam estar atentos a todas as possibilidades e não se pode descartar um movimento assim em meio à crise. Deputados de oposição avaliam também que a crise polí­tica dá mais tempo para fortalecer a mobilização e aumenta as chances de derrotar a reforma, por mais difí­cil que seja esse desafio.

Greve geral é necessidade para derrotar a reforma

Desde fevereiro, quando o governo apresentou a PEC 6/2019, está no horizonte a necessidade de se construir uma grande geral. É importante lembrar que, em 2017, a maior greve geral da história do Brasil derrotou a reforma de Temer. Cristiano alerta que não podemos subestimar nosso inimigo: há disputas no andar de cima, mas a radicalização do ajuste e a retirada de direitos os unifica. Precisamos também da máxima unidade entre nós contra o criminoso projeto de reforma de Bolsonaro. É necessário dar seguimento e aumentar a mobilização . O dirigente lembra que, o Dia Nacional de Lutas, em 22 de março, mostrou, em todo o Brasil, que há espaço na classe trabalhadora para um movimento de maiores proporções: a greve geral não é apenas possí­vel, mas necessária! .

Talí­ria Petroni (PSOL)

 


 

Pompeo de Mattos (PDT)

 

Molon (PSB)

 

Rubens Bueno (PPS)

 

Paulinho da Força (Solidariedade)

 

 

Giovani Feltes (MDB)

Marcelo Freixo (PSOL)

Fernanda Melchiona (PSOL)