SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Milhares nas ruas em todo o Brasil perguntam: quem mandou matar Marielle e Anderson?

Em todo o Brasil, a quarta-feira, 14, foi dia de mobilização e de cobrar justiça. Nessa data, completou-se um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista que Anderson Gomes. Com a prisão dos possí­veis assassinos, nesta semana, a pergunta que vem sendo feita em todo o paí­s é: quem mandou matar a vereadora, ativista dos  direitos humanos?

O ato ocorreu na mesma semana em que dois homens foram presos, suspeitos do assassinato. Um deles mora no mesmo condomí­nio que Jair Bolsonaro (PSL) e o outro aparece em uma fotografia com o presidente, divulgada pela imprensa. Em Porto Alegre, foi realizado um grande ato público na Esquina Democrática, seguido de caminhada, que reuniu cerca de 5 mil pessoas. Juntamente com a indignação, as falas estavam repletas de emoção. Marielle é um sí­mbolo da luta por direitos de mulheres, negros, LGTBs, populações desassistidas por direitos básicos e ví­timas da violência diária, inclusive praticadas pelo Estado. As falas foram intercaladas por músicas, incluindo o samba-enredo da escola Estação Primeira de Mangueira, que com o tema Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês , foi a vencedora do Carnaval carioca neste ano.

Foram lembradas outras mulheres negras, que lutaram contra a escravidão, contra a opressão, como Tereza de Benguella, Dandara e a escritora Carolina Maria de Jesus, cuja data de nascimento era justamente 14 de março. Neste momento em que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer acabar com a aposentadoria, em uma  proposta que afeta diretamente as mulheres, várias falas reforçaram a necessidade de unidade e mobilização para derrotar a PEC 6/2019. 

Atos em todo o Brasil

Assim como em Porto Alegre, ocorreram atos em todo o Brasil em memória de Marielle Franco e cobrando a punição dos culpados (tanto de quem matou quanto quem mandou matar). Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Brasí­lia, houve manifestações. Em Brasí­lia, 365 placas com o nome Rua Marielle Franco foram distribuí­das, uma para cada dia do ano sem respostas.

Em evento na Universidade de Princeton, Estados Unidos, a escritora e ativista Angela Davis também fez referência a um ano do assassinato de Marielle. Davis afirmou que a pergunta não se resume a saber quem matou, mas por quê.

Mês das Mulheres

O ato dessa quinta-feira foi a segunda grande atividade neste Mês das Mulheres. Em 8 de março, as mulheres já haviam tomado as ruas, em defesa da Previdência, da vida e contra a violência.

Confira a programação do Sintrajufe/RS da próxima semana:

20/3 – oficina de defesa pessoal. Às 19h, na sede.

22/3ato público no Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência, às 18h, na Esquina Democrática. Logo depois, show com 50 Tons de Pretas, às 21h, na sede.