A uma semana do segundo turno das eleições, as mulheres, novamente, protagonizaram atos que levaram milhares às ruas, em todo o país, contra o fascismo e a favor da democracia. Esta foi a segunda vez que as mulheres convocaram os atos chamados de #EleNão, organizados a partir das redes sociais; a primeira edição ocorreu no dia 29 de setembro, convocado pelo grupo do Facebook Mulheres Unidas contra Bolsonaro, que reúne quase 4 milhões de integrantes.
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Em Porto Alegre, o ato aconteceu no Parque da Redenção. Houve manifestações em mais de 100 cidades, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Belém, Belo Horizonte e Curitiba. Também aconteceram manifestações no exterior, como Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Suíça e Noruega.
O ato tomou o Parque da Redenção com sons e cores. Música, intervenções teatrais, bandeiras de todas as cores, cartazes com palavras de ordem e humor. Foi uma atividade pacífica, reunindo amigos, famílias, colegas de trabalho, mulheres, homens e crianças das mais variadas idades. Como afirmou uma das participantes, nós somos a turma da paz, do ato pacífico, do olho no olho, da troca de opinião .
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Representantes de movimentos sociais, feministas, movimento negro, LGBT, indígena, mulheres com deficiência, sindicalistas, agricultoras, revezaram-se para falar da resistência ao autoritarismo e em defesa das instituições democráticas, de igualdade e respeito à diversidade. Jovens e crianças indígenas subiram ao carro de som para entoar um canto originário que trata da fraternidade, do apoio que cada ser humano dá ao outro.
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Professora estadual e uma das organizadoras do ato, Giany Rodrigues afirmou que, as mulheres estão nas ruas porque não vamos escolher entre ter emprego e ter direitos, queremos e defendemos democracia para poder divergir . Em sua fala, Giany ressaltou que as mulheres não aceitam o fascismo no poder.
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A resistência ao machismo, ao racismo, à LGTBfobia e a qualquer tipo de opressão e violência estava presente nas falas. Em vários momentos, o que se via eram pessoas desconhecidas se abraçando, algumas não contiveram a emoção e choraram ouvindo as falas. As mulheres manifestaram a importância da unidade para enfrentar as ameaças, a violência, e lembraram que estão em luta, também, por saúde e educação públicas, creches, segurança, soberania nacional, trabalho digno, direitos, pela vida de seus filhos.
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Depois do ato, os mais de 10 mil participantes realizaram uma caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares. Como disse uma manifestante, independentemente do resultado das eleições, nossa resistência não vai acabar no segundo turno .









